quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

FE EM CIMA DO MURO

“Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: Se os deuses a quem serviam nossos pais que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Js. 24:15


Fé caracteriza-se por uma profunda experiência pessoal com Deus. É dentro desta perspectiva que devemos ler o capítulo 11 de Hebreus. Cada personagem ali relacionada teve a sua experiência de fé – experiência pessoal e única. Ainda que essas experiências sejam semelhantes, não são iguais. O que caracteriza a verdadeira experiência de fé é uma posição firme e inegociável. “Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança”. (Hb. 11:8)


Abraão não sabia para onde ir, bastava saber que ia com Deus. Não era tanto nas promessas que ele se apoiava, mas n’Aquele que fizera a promessa. Não olhava para as dificuldades do que estava à sua frente, mas para o Rei, eterno, imutável, o único Deus sábio, que havia assumido o compromisso de dirigir o seu caminho e que, por certo, honraria o seu próprio nome.


Mas a mídia criou um novo tipo de fé: A FÉ EM CIMA DO MURO. A fé por conveniência, que aparece empacotada em embalagem de marketing como os lanches do McDonald’s. Essa fé não serve porque não dura e nem alimenta a nossa vida cristã. Essa fé só vale pelo exterior, pelo que se fala dela: Essa fé que não resiste a prova do fogo.


A fé em cima do muro é identificável por quatro sinais: primeiro, é a fé sem compromisso. Ela não se ajusta a estas palavras de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me”; segundo, é a fé sem teologia, caracterizada pelo misticismo sem precedente na História da igreja hoje; terceiro, é a fé oportunista que entra na onda do modismo e quarto, é a fé demagógica e politiqueira, encaixada nas siglas partidárias.


A fé preconizada na Bíblia leva as marcas de Cristo, tais como sacrifício, renúncia, mansidão, humildade, esperança, misericórdia e amor. Prosperidade, saúde perfeita, vida tranquila não são provas de uma vida de fé. O salmista, vendo a prosperidade dos ímpios, escreveu: “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações. O seu corpo é sadio e nédio”. (Sal 73. 3 e  4). Jesus disse: “Neste mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, e  “cuidado para que ninguém vos engane”. (Jo. 16:33 e Mt. 24.4)


 

Pr. João Arantes Costa

 

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