quarta-feira, 10 de junho de 2009

“Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.”





A oração é um caminho de duas mãos, pena que poucas pessoas usufruem disso. Não é difícil perceber esta prática na vida devocional dos crentes. Creio que até possa existir pessoas que nem sabem que oração também é ouvir a Deus e não só falar com Ele.

A nossa ansiedade em falar das nossas necessidades e problemas. O desejo de ver as coisas resolvidas o mais rápido possível e muitas vezes, o cansaço físico tem deixado esta parte da nossa oração para segundo plano e perdemos o privilégio de ouvir a Deus.

Ouvir a Deus é fundamental para o êxito de nossa jornada. É nesse momento que Deus responde as nossas orações, dirige os nossos passos, corrige o nosso rumo, acalma o nosso coração. Ouvir a Deus é eliminar a possibilidade do erro.

Qual foi a recomendação que Jesus deu aos seus discípulos a respeito da oração?

"Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a
porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê
em secreto, te recompensará" Mt 6.6

Conta-se que um homem estava de pé em uma cabine telefônica
mas não conseguia entender o que seu amigo, com quem tentava
conversar, dizia. Falava ele: "Eu não consigo ouvir o que
você diz. Não estou entendendo nada." Finalmente, já com o
amigo gritando do outro lado da linha, ele pôde entender:
"Se você fechar a porta poderá me escutar."

Para ouvir a Deus precisamos de silêncio, entrega e tempo. Silêncio, porque os ruídos podem impedir de ouvir a Deus. Entrega, porque temos que estar livres de qualquer preconceito. Tempo, porque o que damos a Deus é o resto. O resto do dia, das nossas forças e etc, etc...

Quando estiver em oração, fecha a porta para as coisas deste mundo e abra para as coisas de Deus. Ele sempre tem algo a dizer para você.



Pr. Miguel Angelo

Generosidade Irrestrita - Um coração manso dita o ritmo da alternativa



MARCOS 12:43-44
Chamando a si os seus discípulos, Jesus declarou: “Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros.
Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver”.


A generosidade é algo difícil para mim. E assim é para a maioria das pessoas. Creio que isso explique porque Jesus colocou tanta ênfase em como nós utilizamos nossas posses materiais. Elas dividem as pessoas entre aquelas que querem deixá-las e seguir a Deus e aquelas que insistem em ter o controle de tudo.

Quando vivi no Quênia, muitas pessoas nas redondezas viviam na mais genuína fome e pobreza. Não obstante, muitos vigaristas e trambiqueiros se aproveitavam do peso na consciência de compassivos ocidentais. Eles se concentravam nos turistas, mas algumas vezes até eu era enganado. Esses embusteiros me chocavam muito. Eu odiava descobrir que havia sido enganado. Contudo, das duas uma: ou parava de ajudar, ou aceitava correr o risco de ser ludibriado sempre que fosse dar algo. Ao final, cheguei a essa máxima: “Prefiro ser enganado cem vezes, que ter um coração de pedra”.

Acho que Jesus diria exatamente a mesma coisa. Afinal, aquela viúva entregou seus últimos dois dólares ao tesouro do templo, para ser gasto pelo sumo-sacerdote e sua burocracia. Todos nós poderíamos sugerir melhores formas de caridade!

No entanto, quando Jesus avaliou o que ela havia feito, ele não estava pensando na burocracia do templo. Ele pensou no coração daquela mulher. Sua generosidade irrestrita era muito mais importante do que o uso eficiente dos dois dólares.


Minha Resposta: Que atitudes eu devo ter para evitar que meu coração se torne de pedra?

Reflexão: Deus dividiu nossas mãos em dedos para que o dinheiro pudesse escorregar entre eles.

Meu coração foi estranhamente aquecido




Há uma pequena rua em Londres, próxima a catedral de São Paulo, com uma grande cúpula, que teve um estranho destino. Seu nome é Aldersgate. A palavra Aldersgate passou para a memória e linguagem da igreja, e também para a história, identificada com a experiência religiosa que estabeleceu a direção e deu o poder a Wesley e ao movimento metodista. O Historiador H. Lencky denomina o dia da experiência de Wesley “uma época na história da Inglaterra”.
Pode-se dizer , na língua de Shakespeare, que algumas ruas alcançam celebridade, enquanto outras têm celebridades impostas sobre elas mesmas. A rua Aldersgate tinha celebridade “imposta sobre ela”. É um dentre os poucos lugares que encontraram um lugar especial na história, como palco de uma experiência espiritual que teve efeito sobre o mundo todo.
Era 24 de maio de 1738 – um importante dia na história do cristianismo – embora ninguém o soubesse ainda nesse tempo. João Wesley, há pouco chegado da Geórgia, na América, onde havia tido uma experiência desapontadora, estava a caminho de uma pequena reunião de oração, em estado de tensão. Sua vida tinha sido de tremendo fervor mas ele não tinha encontrado a paz e segurança para a sua fé. As palavras com que descreve esta experiência tornaram-se clássicas na história cristã. Assim foram elas registradas no seu Diário, nesse dia: “À tarde, fui sem grande vontade a uma sociedade na Rua Aldersgate, onde alguém lia o prefácio de Lutero à Epístola aos Romanos. Cerca de um quarto para as nove, enquanto ele descrevia a mudança que Deus realiza no coração pela fé em Cristo, senti meu coração estranhamente aquecido. Senti que confiava em Cristo, somente em Cristo, para a salvação; e uma segurança foi-me dada, de que ele havia perdoado meus pecados, os meus pecados, e salvou-me da lei do pecado e da morte”.
Aqui estão algumas palavras de Lutero, que foram ouvidas naquele reunião:
“A fé é uma energia no coração, tão eficaz, viva e inspiradora, que é incapaz de permanecer inativa. A fé é uma constante confiança na misericórdia de Deus para conosco, pela qual nos lançamos inteiramente em Cristo e nos entregamos inteiramente a Ele”.
Aquela experiência deu a Wesley três grandes coisas que ele nunca perdeu: Clima, direção e Momentum espirituais. Ele acreditava que uma atitude pessoal – a fé –era suficiente para a salvação, e que se pode aceitar a salvação como um ato consumado. Aquela convicção foi o ponto central da ênfase Metodista.
Extraído:
Linha de esplendor sem fim