
Nós, cristãos, somos devedores a todos os homens, em todos os tempos e em todos os lugares. Os homens são cegos, e por isso, precisam ser guiados. Eles são prisioneiros, precisamos libertá-los. O homem pecador está espiritualmente doente, precisam ser curados. O homem sem Deus está morto, precisamos levantá-lo de entre os mortos por intermédio do poder do Espírito Santo.
Entretanto, somos teimosamente complacentes com o estado de perdição do homem! Somos cronicamente preguiçosos e insensivelmente indiferentes a este estado de perdição! Será que se virmos um cego caminhando em direção à beira de um grande abismo, vamos permanecer parados, debaixo de uma indiferença presunçosa, mesmo sabendo que aquela eminente queda significaria morte certa? A igreja está morrendo sob os próprios pés.
Nossa condenação é porque sabemos como viver melhor do que estamos vivendo; poderíamos ter vida mais abundante do que temos, e realmente deveríamos ter.
Certo crítico disse que nossos templos estão cheios de pessoas vazias. Talvez eles estejam metade cheios de pessoas meio vazias. Possuímos vida, mas não uma vida plena; poder, mas não todo poder; preocupação, mas não uma preocupação que nos leve a agir; modismos; mas não paixão; interesse, mas não inspiração; habilidade, mas não disponibilidade.
Um garoto que acorda todos os dias às quatro da manhã para entregar jornais é considerado alguém batalhador, conseguirá um lugar ao sol. Entretanto, convocar os nossos jovens para levantar às cinco e meia da manhã para orar é considerado fanatismo.
Uma mulher com os seguintes compromissos – jogos, dança, etc – pode gastas até sete ou oito horas por dia, envolvidas com estas coisas irritantes trivialidades. Entretanto, se essa mulher dedicar estas mesmas horas em oração será classificada como uma pessoa religiosamente desequilibrada.
Um homem que separa R$ 60,00 reais do seu orçamento para gastar com cigarros, bebidas e jogos é considerado um indivíduo interessante aos olhos do mundo. Todavia o irmão que, por causa do seu amor pelo Senhor e pelos perdidos, dizima a mesma quantia, não apenas ouve comentários maldosos de que está sendo explorado por pastores preguiçosos, mas também é visto pelos colegas como perfeito idiota.
“Sonhei que de alguma forma eu tinha vindo morar na terra da confusão, onde vício é virtude, e virtude é vício; onde bonito é sórdido, e sórdido é bonito; onde o certo é errado, e o errado é certo; onde o branco e preto, e o preto é branco”
Todo o nosso senso de valores precisa passar por uma mudança radical. Antes de comparecermos diante do tribunal de Deus.
Trecho do livro: “Sedentos por avivamento” - Leonard Ravenhill