quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PASSOS BÍBLICOS PARA CURA DA ALMA





Texto: Salmo 42 - Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? 3. Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: "Onde está o seu Deus?" 4. Quando me lembro destas coisas choro angustiado. Pois eu costumava ir com a multidão, conduzindo a procissão à casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças entre a multidão que festejava. 5. Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e 6. o meu Deus. A minha alma está profundamente triste; por isso de ti me lembro desde a terra do Jordão, das alturas do Hermom, desde o monte Mizar. 7. Abismo chama abismo ao rugir das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagalhões se abateram sobre mim. 8. Conceda-me o SENHOR o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida. 9. Direi a Deus, minha Rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que devo sair vagueando e pranteando, oprimido pelo inimigo? 10. Até os meus ossos sofrem agonia mortal quando os meus adversários zombam de mim, perguntando-me o tempo todo: Onde está o seu Deus?" 11. Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.
Lamentavelmente, muitas pessoas estão doentes em seu interior! E como existem pessoas doentes deixando outras doentes também! Porque a doença da alma, quando não é tratada, contamina outros ao redor... são muito críticas, pessimistas, não está bom, tendentes a sempre ver, pensar e sentir o pior, são pessoas sempre doentes. Pedem conselhos, mas nunca colocam em prática .são pessoas desconfiadas, inseguras... Que fisicamente estão bem, desfrutam de ótima saúde, mas estão doentes por dentro.

EXISTE CURA PARA ALMA DOENTE!
“É Ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças.” Sl 103.3
“Só ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas.” Sl 147.3

I. Existem dois grupos de doentes da alma:
1. Os que admitem;
2. Os que ignoram;

II. Entre os que admitem, também existem dois grupos:
1. Os que admitem e nada fazem para mudar a situação
2. Os que admitem e buscam ajuda

Passos para tratar a alma ferida:

1. ORAR ENTREGANDO TUDO PARA DEUS, abrir o coração para Deus: v. 8
Salmo 37: 5 - Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.
A ORAÇÃO FEITA COM FÉ, NUNCA FICARÁ SEM RESPOSTA

2. LOUVAR A DEUS POR TODAS AS SITUAÇÕES: Vs. 4-5.
“Quando me lembro destas coisas choro angustiado. Pois eu costumava ir com a multidão, conduzindo a procissão à casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças entre a multidão que festejava...Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus”.
Habacuque 3: 17 a 19 - Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos.
O ditado popular diz: “quem canta seus males espanta”, mas a verdade, porém,
“É que quem louva, seu trauma estanca e os males espanta.”

3. ESPERAR EM DEUS: v. 5
“Ponha a sua esperança em Deus”. Ele diz à sua alma:
“Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na sua presença”.
Salmo 71:14 -Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.
“Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”. At. 4:12.
Mas somente em Jesus há salvação. Se entregue a Jesus, deixe que Ele cure a sua alma, sare as suas feridas, perdoe seus pecados e lhe dê a salvação!

4. CONFIAR DE TODO SEU CORAÇÃO: v. 11
“Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.”
É entregar tudo. Decisão pessoal e imediata!!!
A ansiedade gera uma série de doenças da alma. A entrega é a melhor decisão.

Você precisa de Deus, você precisa de Jesus, entregue sem reservas sua vida confiando plenamente em sua providência.

Adaptado pelo Pr. Miguel Angelo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O coração alegre aformoseia o rosto





O coração alegre aformoseia o rosto.” Pv 15:13



O testemunho que darei aconteceu em janeiro de 1997, no interior do Estado do Paraná, com um menino de 12 anos.

Nas férias desse ano, um grupo de jovens dedicou duas semanas em outra cidade para falar do amor de Jesus. Era uma viagem missionária e eu estava nesse grupo. Éramos dezessete pessoas e estávamos muito animados com o desafio.

Minha principal tarefa era liderar uma pequena equipe para realizar, num bairro da cidade, uma Escola Bíblica de Férias (EBF). O programa incluia histórias bíblicas, muita música, atividades manuais, brincadeiras e lanche. Seriam quatro tardes assim.

Saímos pelas ruas convidando as crianças e foi aí que uma moça de nossa equipe encontrou o Ronaldo e o chamou para participar das programações.

No primeiro dia, tivemos cerca de 80 crianças entre 3 e 16 anos, num espaço pequeno. Estava muito quente e a agitação era grande.

Já estávamos orando por algum tempo, mas antes do início de cada programação, a equipe se reunia para pedir a presença e atuação de Deus na vida daquelas crianças. E a cada dia Deus nos respondia de forma emocionante.

O Ronaldo compareceu ao primeiro dia e levou um amigo. No entanto, sua intenção era pura e simplesmente perturbar. Ele batia em quem quisesse, empurrava, gritava no meio das histórias, jogava pedrinhas na cabeça dos outros e falava muitos palavrões.

Já era difícil manter a ordem com todas aquelas crianças e o Ronaldo só piorava tudo. Por isso, no final de cada dia, orávamos especificamente pela vida dele, pedindo que Deus achasse um lugar em seu coração e o transformasse pelo amor de Jesus. Também pedíamos muita paciência para a equipe, pois estava realmente difícil lidar com a situação.

Sempre alguém tentava se aproximar, mas ele não aceitava e respondia com chutes e empurrões. Se o tocássemos, ele avançava.

No terceiro dia, fui até ele sem muitas esperanças e perguntei o que sentia para ser tão bravo e rebelde. Seu rosto, geralmente franzido pela dureza do seu coração, apertou mais os olhos, apontou para todos ao seu redor e disse: “eu odeio todos essas crianças”. Encontrei espaço para dizer que somente Jesus poderia mudar aquela situação e poderia fazê-lo se sentir em paz.

O fato de o Ronaldo ter respondido às minhas perguntas e ter ouvido o que eu disse sem me ameaçar já era resposta das nossas orações.

No último dia, quando comecei a contar a história da morte e ressurreição de Jesus, o Ronaldo chegou de bicicleta e com muita raiva. Ele estava entrando com tudo na igreja quando meu marido, em pé na porta, o segurou e olhando firme falou: “se quiser participar, entre sem bicicleta. Caso contrário, fique do lado de fora, pois hoje não queremos bagunça.”

Surpreso com a primeira atitude enérgica naqueles quatro dias, Ronaldo guardou sua bicicleta e ficou escondido na porta.

Naquele dia, muitas crianças choraram ao entenderem o amor de Jesus e entregaram sua vida a Ele. O Ronaldo, visto somente pelo meu marido, também fez essa decisão e orou sozinho.

Ao final, quando todos estavam indo embora, ele entrou na igreja, com a cabeça meio abaixada, acanhado, com um semblante totalmente diferente e um sorriso leve.

Disse que havia pedido ajuda de Jesus e agora se sentia diferente. Ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas e me deixou abraçá-lo. Nunca me esquecerei do significado daquele abraço.

Domingo à noite ele foi ao culto e, sentado no meio de outras crianças, na primeira fila, prestou atenção em tudo, sem interferir, com os olhos e rosto totalmente em paz.

Jamais esquecerei da transformação que ocorreu na vida daquele menino, tão visível em seu rosto. Foi uma prova viva do que só Deus pode fazer no coração de quem realmente o aceita e o convida para ser Senhor e Salvador.

Com certeza ele ainda está sendo trabalhado por Deus, mas naquele dia, em 1997, ele entendeu que sua vida poderia ser melhor com Jesus e sem medo ou orgulho, entregou-se a Ele.

“Eu lhe asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no reino dos céus.” Mateus 18:3-4
Extraído : PORTAL EDUCACIONAL

É Tempo de Fazer Um Novo Começo! – 3ª. Parte





De Joyce Meyer
O que Você Vê Adiante de Você?
Deus tem um bom plano para cada uma de nossas vidas. Jeremias 29: 11 diz, Eu é que sei que os pensamentos e planos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos e planos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Para vermos essa promessa tornar-se realidade, devemos escolher olhar de longe o passado e procurar ver o que Deus tem para frente.
Isto me lembra o tempo quando Abraão e sua família saíram do Egito (2). Ambos, Ele e seu sobrinho Ló, tinham um grande número de animais e as terras que eles viviam não seria capaz de sustentar os dois. Num empenho de remover o conflito entre eles, Abraão foi a Ló e ofereceu a ele a primeira opção da terra que estava diante deles. Ló olhou e escolheu a terra do oriente de Campina do Jordão.
O Senhor disse a Abraão depois que Ló partiu, Levante agora os seus olhos e olhe desde onde estás para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda esta terra que vês, eu te darei, a ti e à tua descendência para sempre. Percorra essa terra... porque eu te darei. (Gênesis 13: 14,15,17). Veja que Deus não disse a Abraão para olhar onde ele estava ou o que Ló havia tirado dele. Ele disse para Abraão olhar do lugar onde ele estava e que tudo o que ele poderia ver seria dado a ele e à sua descendência. Então Deus disse, “Acorde”. Em outras palavras, ele disse a Abraão, “Faça um novo começo—mexa-se, caminhe passo a passo, vá adiante”.
Eu creio que o Senhor está dizendo a mesma coisa para você e eu. Ele quer que nós paremos de fitar nossos olhos onde estamos e onde estivemos e comecemos a olhar o que vem pela frente. Nosso Deus é um Deus progressivo— está sempre se movendo. Ele nos diz em Isaias 43: 18,19, Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as coisas antigas. Eis que faço coisa nova!...Deus quer fazer algo novo agora mesmo! As possibilidades são ilimitadas! Não importa o quão jovem, velho, rico, pobre, educado ou não educado nós somos ou mesmo quantas fraquezas temos.

Eu encorajo você a começar a se ver do jeito que Deus o vê - como a justiça de Deus em Cristo Jesus(3). Tire sua mente do passado, e abra seus olhos para o que Deus quer para você hoje. Nele não há fins de morte - somente lugares para novos começos!

(1) Veja Filipenses 2: 13. (2) Veja Gênesis 13: 1-18. (3) Veja II Corintios 5: 21.

É Tempo de Fazer Um Novo Começo! – 2ª. Parte




De Joyce Meyer
Como Você Pensa que Deus o Vê?
A maneira que Deus nos vê e a maneira que pensamos que Deus nos vê pode ser frequentemente duas coisas diferentes. Com gratidão, Deus não retém Seu amor, Ele nos aceita e nos socorre porque falhamos. Ele não está a procura de uma performance perfeita—somente de um coração desejoso que se renda a Ele.
Deus me deu um bom exemplo disto anos atrás. Quando o nosso filho Danny era pequeno, ele não era muito organizado. Então para motivá-lo a manter seu quarto limpo e fazer seus deveres, criamos um quadro com um sistema de marcação de pontos e estrelas. Toda vez que ele fazia o que havia sido pedido, nós dávamos a ele um ponto. Depois de ele ter um certo número de pontos, nos dávamos à ele uma estrela. E depois de ter um certo numero de estrelas, nós comprávamos à ele um presente. Às vezes ele tinha muitos pontos e estrelas, e outras vezes ele tinha poucos.
Bem, tinha um intimidador na nossa vizinhança que sempre pegava e levava a bola do Danny para longe dele e a jogava no cano de esgoto. Toda vez que esse menino incomodava o Danny, ele vinha correndo até a garagem gritando, “Papai!” Meu marido, Dave, rapidamente abria a porta para sair e protegê-lo.
Um dia Deus me disse, “Que tipo de pais vocês seriam se cada vez que Dany viesse gritando por causa do vizinho, vocês fossem ao quarto dele e fossem olhar quantos pontos e estrelas ele tinha? Vocês seriam pais patéticos se só o protegessem quando ele fizesse tudo certo. Joyce, se você e Dave não fazem isso, então porque você pensa que eu faria?”
Isto realmente abriu meus olhos, me deu uma nova perspectiva de como Deus nos vê. Quando o intimidador da nossa alma nos incomoda, Deus não olha primeiro para ver se fizemos tudo certo antes de responder o nosso clamor por socorro. Ele chega e nos ajuda simplesmente porque somos Seus filhos. Isto não significa que ele fecha Seus olhos para o pecado. Quando fizermos algo de errado, Ele irá nos corrigir. Porque o Senhor corrige e disciplina a quem ama... (Hebreus 12: 6). De qualquer forma, Ele não irá recusar em nos ajudar quando estivermos com problemas.
Você e Eu precisamos de uma revelação fresca da salvação de Deus. Uma vez que fomos salvos, Deus nos vê como nova criatura. II Coríntios 5: 17 diz,… Se alguém está [inserido] em Cristo [O Messias] é nova criatura; as coisas antigas [prévia condição moral e espiritual] já passaram. Contemple, o novo e o fresco chegaram! O mesmo sentimento limpo e fresco que experimentamos quando nascemos de novo está disponível para nós todos os dias. Lamentações 3: 22,23 diz que as misericórdias do Senhor não tem fim e que elas se renovam a cada manhã.
Por um longo tempo, eu me odiava porque eu não conseguia ser o que eu pensava que Deus queria que eu fosse. Mas um dia eu finalmente cheguei a esta realização: não sou surpresa nem choque para Deus. Ele sabia o que estava fazendo quando Ele me chamou. Tudo o que posso fazer é cooperar com Deus quando Ele me mostra o que fazer

terça-feira, 4 de outubro de 2011

É Tempo de Fazer Um Novo Começo! – 1ª. Parte De Joyce Meyer

Eu creio que todos nós precisamos regularmente encontrar situações para recomeçar, em diferentes áreas de nossas vidas. São nestes lugares que precisamos desenhar uma linha nos separando de tudo o que nos faz lembrar do passado e começar de novo com uma nova visão, baseada na verdade que é a Palavra de Deus.
Em ordem para se fazer um novo começo, nós precisamos estar dispostos a deixar para trás o que é mentira e deixar de lado mentiras que virão. Eu creio que isto inclui em fazer um novo começo a maneira de como nos vemos, como pensamos que Deus nos vê, e o que vemos sobre nós no futuro.
Como Você Se Vê?
Nossa auto-imagem — como nos vemos — é muito importante. É o retrato que levamos na nossa mente e no coração. Isto é tão real como as fotos de nossos filhos que muitos de nós levamos na carteira, mas tem um efeito muito mais forte em nós. Muitos anos atrás, eu tinha uma imagem miserável de mim. Eu sentia frequentemente que eu era uma fracassada, detestável e não tão boa quanto às outras pessoas. Muitas vezes eu saia pensando que Deus não estava satisfeito comigo e que eu nunca superaria o meu passado. Porque eu me via de uma maneira errada, nunca pedi pelo que era legitimamente meu através do sangue de Jesus. Eu não era corajosa o bastante, e não sentia que merecia isto.
Bem, Deus me trouxe para II Samuel 9, a história de Davi e sua busca em abençoar qualquer um que fosse da casa do Rei Saul. Jônatas, filho de Saul, amava Davi e provavelmente era um de seus companheiros mais próximos. Depois que Jônatas e Saul foram mortos na batalha, Deus promoveu Davi para ser Rei. Profundamente movido com a dor da perda de Saul e Jônatas, Davi disse, Resta ainda alguém da casa de Saul, para que use eu de bondade para com ele, por consideração à Jônatas?(2 Samuel 9:1)
Davi logo descobriu que Jônatas tinha um filho chamado Mefibosete, que havia se tornado aleijado quando criança, mas que ainda estava vivo. Quando ele chamou por Mefibosete e teve este trazido a sua frente, Davi disse a ele, Não temas, porque certamente usarei de bondade para contigo, por consideração à Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. E [o aleijado] olhando para si mesmo disse, Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu? (II Samuel 9:7, 8). Em outras palavras Mefibosete estava dizendo, “Porque tu queres me ajudar? Tudo o que eu mereço é rastejar em torno do solo e lamber as migalhas de pão que caiem no chão”.
Eu creio que uma das razões de Mefibosete ter uma auto-imagem miserável era porque ele era aleijado. Como resultado, ele não se sentia digno da bondade do Rei Davi. Você e Eu podemos não ser fisicamente aleijados, mas por causa das nossas falhas, incapacidades e fraquezas, nos vemos como aleijados. E quando nos vemos cada vez menos perfeitos, isto nos dificulta de imaginar como ou porque Deus quer nos abençoar e cuidar de nós como Ele abençoou e cuidou de outros. Mas assim como Davi foi bom para Mefibosete por causa da consideração por Jônatas, Deus é bom para nós por causa da consideração por Jesus.
Deus não quer que nós olhemos tudo o que esta de errado conosco ou os pecados do nosso passado; Ele quer que nós olhemos para tudo o que está certo com Ele. Hebreu 12: 2 diz, olhando firmemente (de tudo que distrai) para Jesus, o Autor e Consumador da fé (dando o primeiro incentivo para seus seguidores), o qual suportou a cruz (trazendo maturidade e perfeição), não fazendo caso da ignomínia, e está assentado a destra do trono de Deus. Quanto mais nos focarmos em nossas falhas, mais parece que iremos repeti-las. Seja o que for, continuamos a pensar e falar sobre se tornar maior. É por isso que você e Eu precisamos desviar nossos olhos do que está de errado com nós e os colocar no que está certo com Deus. Deus esta trabalhando todos os dias, nos mudando para sermos cada vez mais e mais parecidos com Jesus. (1) Uma vez que começarmos a magnificar Seu poder e minimizar nossos problemas, iremos descobrir um novo âmbito da vitória e ter uma nova visão de como nos vemos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Libertação e Cura: Funções do Pastoreio





“A fraca não fortaleceste, a doente não curaste, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalham, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo. Eis que eu estou contra os pastores” (Ezequiel 34:4,5,10)

Já no início deste livro, comecei relatando a situação daquela filha de Abraão, que há dezoito anos vinha padecendo de um cativeiro espiritual. Procurei mostrar em alguns pontos a seriedade espiritual desta mulher, muito embora isto parecesse não ter repercutido em sua cura e libertação. Entretanto, porque isto acontece? Será que há algo além de nossa responsabilidade individual que pode também determinar benção ou maldição sobre as nossas vidas, apesar do nosso bom rendimento espiritual perante Deus? Sinceramente, eu acredito que sim. Nossos pais, por exemplo, podem ser responsáveis por muitas coisas boas ou ruins que acontecem em nosso cotidiano. Tenho chamado isto de ‘legado de nossos pais’, onde percebo que recebemos deles heranças físicas, psicológicas e também espirituais. Aqui não irei me delongar neste ponto, mas veja por exemplo, a herança psicológica. Já parou para pensar como nos parecemos com os nossos pais psicologicamente? Já meditou sobre como o seu interior é fruto da família de onde veio e foi criado? Pense por exemplo, no modo como seus pais lhe educaram, lhe compreenderam ou aceitaram e como também se portaram perante você. Muitos de nós carregamos as marcas da falência conjugal de nossos pais ou do êxito que tiveram. Espiritualmente, nossos pais também nos ajudaram ou prejudicaram. ‘Pais’ aqui está sendo dito num sentido mais longínquo, referindo-se aos nossos ancestrais. Às vezes somos uma família de pessoas pervertidas sexualmente ou participamos de uma família que traz a marca da violência, quem sabe do divórcio, do alcoolismo, aborto e também outras coisas mais. Nossa lista poderia ser em muito alongada. São estas herança que Pedro disse, “…fútil procedimento que vossos pais vos legaram” (I Pedro 1:18), ou se preferir podemos citar Moisés, “porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êxodo 20:5,6).
Pertencemos também há uma nação que por si só pode trazer bênçãos ou maldiçoes sobre as nossas vidas. O sistema político, econômico e social de nosso país nos atinge quase completamente. Nossas autoridades civis e políticas também podem determinar muitas coisas boas ou ruins para nós. Porque o Brasil passa por grandes crises, todos nós de algum modo sofremos por causa disto e às vezes decisões que são tomadas lá em cima nos afetam aqui embaixo. Neste ponto podemos citar também a igreja da qual fazemos parte. O clima espiritual aonde congregamos também influi em nosso nível espiritual. Observe que geralmente classificamos uma comunidade cristã local como ‘fria’ ou ‘quente’, tradicional ou renovada, pensando na coletividade, pois esta é a representação de todos os indivíduos ali presentes, ou seja, a igreja incorpora as características dos seus congregantes; mas não somente isto: esta coletividade de pessoas, que reune-se em um local, tem poder espiritual também para influenciar positiva ou negativamente sobre alguém. Será que você nunca escutou conversas do tipo, “fulano desde quando foi para aquela igreja, nunca mais foi o mesmo” ou então “sua vida espiritual é um fracasso desde quando congregou-se naquele lugar” ou pensando positivamente, “que coisa maravilhosa, aquela igreja fez um bem enorme para ele, é tudo de que precisava!”. Estes comentários demonstram que as pessoas podem mesmo ser afetadas ou beneficiadas pelo lugar onde congregam. Infelizmente, alguns locais foram até chamados por Jesus de “sinagoga de satanás”, e isto se referindo há um ambiente de culto onde judeus se reuniam (Apoc 2:9)

Quando Pastores Tornam-se Adversários de Cristo

Agora, vamos voltar ao capítulo 13 do livro de Lucas, no episódio da filha de Abraão. Disse no início que possivelmente esta senhora não estava apenas há 18 anos andando encurvada, presa espiritualmente, estava também há 18 anos naquela igreja. O povo ali congregado já convivia com esta mulher durante todo este tempo, mas por incrível que pareça: ninguém suspeitou que ela estivesse em cativeiro! A igreja permanecia fria diante das necessidades espirituais das pessoas que ali passavam. Mas não é somente esta comunidade local que se nega a tratar dos seus feridos, curando-os e libertando-os, o seu pastor também segue a mesma linha de raciocínio. Aliás, deve-se colocar as coisas na ordem certa, fazendo assim justiça: a igreja se encontrava assim, pois assim era também o seu pastor local. Veja a sua reação perante Jesus, “indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados, e não no sábado” (v.14). Eu fico pensando que coisa esquisita foi a reação deste líder: além de não contribuir em nada para a cura e para a libertação daquela humilde senhora, dá-lhe ainda uma bronca, assim como em toda a sua igreja, dizendo que se quisessem ser curados e libertos, que por favor, vissem em outro dia, não no sábado. A resposta de Jesus foi imediata, “Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado o seu boi ou o seu jumento, para leva-lo a beber?” (v.15). Em outras palavras, Jesus lhes está perguntando: vocês no sábado também não vão lá nos pastos e desatam as ovelhas, bois e jumentos e não os levam para beber? Não fazem isto no sábado e com animais? Veja a conclusão do mestre, “Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão a quem satanás trazia presa há dezoito anos?”(v.16). Se vocês desatam os animais no sábado, não seria muito mais importante neste dia, desatar pessoas das mãos do diabo? Interpelou-lhes Jesus. O que é mais importante para vocês: desatar pessoas ou animais, bichos ou gentes? Qual é pois a missão da igreja? Para que vocês estão aí? Foi mais ou menos o que Cristo lhes disse com estas palavras. O resultado de toda esta confusão, provinda de Cristo ter libertado uma mulher (já imaginou?), foi que os oponentes do Senhor saíram daquela reunião envergonhados, “Tendo ele dito estas palavras todos os seus adversários se envergonharam” (v.17). É estranho o fato do evangelista Lucas classificar os líderes daquela igreja local como ‘adversários’ do próprio Cristo. Já pensou nisto? Líderes da igreja tornarem-se adversários do próprio Senhor da Igreja? Isto pode mesmo acontecer? As Escrituras mostram que sim e isto chega a ser desastroso.

O Que Há de Errado Com Nosso Pastoreio?

Sinceramente, eu fiquei meio pesaroso ao estar escrevendo uma conclusão como esta, pois ela está endereçada aos pastores, e diga-se de passagem, eu também sou um deles. O que pode estar de errado com o nosso pastoreio? Por que na profecia de Ezequiel 34, Deus diz estar “contra os pastores”(v.10)? É sobre isto que iremos falar agora.
Que coisa terrível e intrigante foi a missão do profeta Ezequiel, que tantas vezes foi levantado para falar às nações pagãs, aos reis perversos, ao povo de Israel que por diversas vezes insistia em desobedecer ao Senhor, mas agora é chamado a profetizar contra “os pastores de Israel” (v.2). Tantas pessoas para serem exortadas, curadas, perdoadas, chamada à atenção, mas aqui neste ponto, os que estão precisando de uma palavra mais firme de Deus são os próprios líderes espirituais de Israel. E olhe que não foi uma palavra qualquer, Deus estava mesmo insatisfeito com estes pastores. Estes líderes que foram colocados em uma função especial e importantíssima, visando cuidar do povo, zelar por sua vida espiritual, alimenta-los, curar suas feridas, reconduzir os desgarrados ao aprisco, chamar de volta os que se perderam, etc., parecem agora estar esquecidos de sua própria vocação e do sentido real de sua existência. Deus lhes interroga, “Não apascentam os pastores as ovelhas?”(v.2). Não é esta mesma a função do pastor? Não é para isto que ele existe? Pastor não é aquele que cuida de ovelhas? Foram estes mais ou menos os questionamentos levantados por Deus. Entretanto, deparamo-nos aqui com líderes que Deus qualificou como infiéis. Eles faziam de tudo, dizia o Senhor, menos cuidar de ovelhas!.

O Real Sentido do Pastoreio Bíblico

Qual era o perfil destes pastores infieis? Eles tratavam o ministério de modo trivial e pouco sério. Ao invés de apascentarem suas ovelhas, tentavam fazer isto para si mesmos, tornando-se pastores ensimesmados. Mas não só isto: ao invés de cuidarem das ovelhas, nesta tarefa do ‘auto-pastoreamente’ acabam por explora-las. Veja o que disse o Senhor, “Comeis a gordura, vesti-vos da lã e depois degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas”(v.3). Alimentavam-se das ovelhas ao mesmo tempo em que as deixavam morrer de fome; por isto estes líderes tornavam-se mais e mais corruptos e cegos. E o Senhor disse mais ainda, “a fraca não fortaleceste, a doente não curaste, a quebrada não ligaste, a desgarrada não tornaste a trazer e a perdida não buscaste” (v.4). Aqui pelo menos quatro coisas são especificadas, coisas estas que faziam parte das necessidades de uma ovelha: primeiramente, não fortaleciam aquelas ovelhas enfraquecidas. Às vezes nós pastores gostamos daquelas ovelhas mais gordas, mais robustas, aquelas que mais têm a nos oferecer e acabamos por deixar de lado as fracas e as que mais necessitariam do nosso cuidado. Veja como isto contrasta-se com a postura de Jesus: com quem ele mais se preocupou enquanto esteve aqui na terra? Foi com as ovelhas fortes, saradas, ricas, cheias de coisas para nos dar? Foi esta a classe que mais atraiu a atenção do mestre? Claro que não. Diz a palavra, “E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos” (Mateus 9:10). Por causa disto Jesus foi duramente criticados pelos ‘pastores’ daquela época, mas veja a sua réplica, “os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes”(v.12). Na verdade Ele veio primeiramente para “evangelizar aos pobres” (Lucas 4:18) e assim satisfazer suas reais necessidades espirituais. Fortalecer a ovelha fraca então, deve ser uma das funções do pastoreio exigido por Deus. Isto pode envolver oração, um tempo de aconselhamento, de incentivo, quem sabe até uma visita em sua casa e tantas outras coisas que poderão firmar uma ovelha na sua vida espiritual.
Mas não somente isto, o Senhor disse mais através do profeta: a doente vocês não curaram, a quebrada também não ligaram (ou seja, as feridas não foram fechadas). Quantas ovelhas doentes temos em nosso aprisco! Parece que o número está a perder de vista. Mas não devemos nos contentar com isto e sucumbirmos em uma atitude pessimista, dizendo: há… não tem jeito mesmo, Deus sabe o que faz! Ou então, dizermos: são todos crentes e seus problemas são mera aparência, pois Cristo já levou todos para a cruz! Há, existe uma outra palavra que gostamos muito de usar: ore um pouco mais irmão, jejue, Deus vai te dar vitória, tchau! (e às vezes quase escapole de nossa boca: vê se não volta mais!). Geralmente, as ovelhas podem estar doentes em nosso aprisco por dois motivos: ou será por negligência de nossa parte (aqui é o caso destes pastores apontados pelo profeta) ou pode ser também despreparo, ou seja, não sabemos como curar e usar os recursos que temos em mãos para tratar dos problemas daqueles a quem pastoreamos. Parece que tanto um motivo como o outro, desagradam profundamente ao Senhor e nenhum deles justificará nossa ineficácia de cumprirmos nossa função de pastores, perante Deus. Veja o que disse Oséias se dirigindo aos sacerdotes de Israel, “o meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento” (4:6). Mas quem seria responsável em passar ao povo o conhecimento para que não fossem destruídos? Os sacerdotes, os líderes, e porque não dizermos: os pastores. Mas veja o que o Senhor disse ainda no verso 4, “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu, te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim”. Aqui o texto está claro: porque o sacerdote rejeitou o conhecimento, o povo também ficou sem o conhecimento e ambos sofreram as conseqüências disto. O problema apontado então é tanto negligência como falta de conhecimento, e parece que biblicamente falando, estes dois pecados caminham bem juntos.
Finalmente, o Senhor disse através do profeta que a “a desgarrada não tornaste a trazer e a perdida não buscaste”. Em outras palavras, estes pastores estavam mesmo totalmente desatentos quanto ao cuidado com suas ovelhas. Talvez pensassem: “Há, puxa vida, já tenho tantas que uma menos ou a mais não faz falta” ou quem sabe, “estas que fugiram são por demais problemáticas, não irei atrás delas”, e assim permitiram que estas ovelhas saíssem de seus apriscos. Mas vejo só como Jesus nos ensinou diferentemente na parábola das cem ovelhas. Ele deixou o aprisco em busca da que estava perdida. Sua conclusão foi a seguinte, “Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mateus 18:14). É preciso que na medida que Deus restaurar em nossas vidas, o real sentido do pastoreio, que possamos também ir atrás daquelas ovelhas que encontram-se perdidas, fora de nosso aprisco.

Libertação e Cura: Funções do Pastoreio

Quando Jesus referiu-se aos falsos pastores de sua época, disse que eles não tinham cuidado com suas ovelhas (João 10:13) e por isso elas viviam como se não tivessem pastor, “e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor” (Marcos 6:34). Qual era o estado destas ovelhas nas mãos destes tipos de pastores descuidados? “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). Quando não assumimos a real função do pastoreamento, tornamo-nos pastores de ovelhas cansadas, insatisfeitas, feridas e propensas a saírem do aprisco, ou seja, de nossas igrejas.
Pastorear é cuidar, ensinar, edificar, exortar, fortalecer, curar e também libertar. Dentre todos estes itens, que compõe a atividade de um verdadeiro pastor, enfatizamos aqui neste livro a necessidade de um pastor ter conhecimentos nas áreas de libertação e cura interior ou aconselhamento. Mesmo que não vá atuar diretamente nestes campos, que saiba ao menos preparar ensinando outros para que possam estar assumindo esta função na igreja local. Eu às vezes tenho ficado assustado com o número de pessoas feridas, doentes e presas espiritualmente, presentes nas mais diferentes igrejas. Em alguns lugares, pra piorar, não há quase ninguém que entenda destes assuntos que temos aqui apontado. Que pena que muitos pastores não dão mais qualquer importância ao ministério de libertação e cura em suas igrejas, atividades estas que se constituíram de vital importância no ministério de Jesus. Veja o tão conhecido texto de Isaías 61, “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; a proclamar o ano aceitável do Senhor”. Infelizmente, o que alguns pastores sabem hoje apenas fazer é pregar o evangelho aos pobres, no entanto, depois que estes o aceitam, se convertem ao Senhor, desconhecem como cura-los de suas feridas interiores e também como tirar deles todas as ataduras espirituais que ainda os prendem. Aí está então o fracasso ministerial de muitos pastores. Acabam incorrendo na profecia de Jeremias, “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não he paz”(6:14)
A minha oração é para que Deus nos levante como pastores e líderes cheios do seu Espírito e também cheios de sua sabedoria, para que possamos ser então grandes ganhadores de almas, mas também grandes curadores e libertadores de almas que estão presas pelo Diabo, para que assim Cristo ao voltar, leve para si uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 4:27). Vamos então adornar a noiva de Cristo!

Pr. Alcione Emerich

*** É permitida a cópia, desde que cite a fonte.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

RELIGIÃO OU RELACIONAMENTO




Você sabia que Deus quer ser seu amigo? Jesus passou pela experiência da morte na cruz para que você pudesse ter uma intimidade profunda, um relacionamento pessoal com Ele.
Nunca foi Seu plano vir e dar-nos uma lista com regras a cumprir para só assim sermos aceitos por Deus.
Para a maioria, isto é tudo que religião é — seguir um conjunto de regras e regulamentos. Quando cumprimos regras, nos sentimos bem, e quando falhamos ao cumpri-las, nos sentimos mal. Eu fui uma pessoa religiosa por um bom tempo. Eu me esforcei para cumprir todas as regras das quais achei que precisava cumprir para me sentir bem e ser aceita por Deus. Recentemente descobri que o maior problema de ser religiosa era que isso me impedia de desfrutar a minha vida e meu relacionamento com Deus.
Ao contrário de religião, relacionamento é comunhão, não é o que fazemos ou deixamos de fazer. È estar apaixonado por Deus e comunicando-se com Ele durante o dia, justamente como fazemos com um bom amigo.
Efésios 3:12 diz,… por causa da nossa fé Nele, nós ousamos ter arrojo (coragem e confiança) de livre acesso (uma aproximação sem reservas à Deus com liberdade e sem temor). Em outras palavras, como resultado da nossa fé em Jesus, nós podemos desfrutar de um relacionamento contínuo com Deus que é parte de nossa normal vida diária.
Há uma grande diferença entre praticar uma religião e experimentar um relacionamento com Deus. Eu gostaria de compartilhar algumas coisas com você que Deus tem falado comigo sobre o que significa ter um relacionamento íntimo com Ele.
Expectativas de Deus e dos homens
“O que Deus espera de mim?” Muitas pessoas se perguntam isso, e a resposta tem muito a ver com o modo que você vê o seu relacionamento com Deus. Eu jamais esquecerei o que uma mulher em uma das minhas conferências compartilhou comigo. Ela disse que Deus contou à ela que religião é uma idéia do homem das expectativas de Deus, e eu acho que esta é uma ótima definição. Por exemplo, muitas pessoas pensam que Deus espera que elas sejam boas. Mas a Bíblia diz que não há um justo se quer. Deus sabia que você e eu não seriamos capazes de sermos bons distante dEle. Foi por isso que Ele enviou Jesus - para podermos nos tornar a justiça de Deus em Cristo.
A verdade é, nós precisamos da graça de Deus para sermos bons, porque ser bom não é só sobre nosso comportamento ou seguir regras corretas... é também sobre nossas motivações. Se nós estamos num relacionamento íntimo com Deus, os resultados naturais serão a motivação e o fortalecimento vindos do nosso relacionamento com Ele para fazermos as coisas que Ele quer que nós façamos.
A verdade é que nós podemos criar regras para qualquer coisa. Nós podemos criar leis para exercícios, limpar a casa, oração, ler a Bíblia... Você escolhe. Eu posso me lembrar de quando era muito religiosa a respeito de limpar a minha casa que não conseguia nem relaxar e desfrutar de ter amigos para almoçar conosco. Eu me preocupava tanto em me certificar que tudo estava perfeito antes dos convidados chegarem que quando eles chegavam, eu já estava brava, exausta e desejando que todos fossem embora.
Se nós estamos apenas praticando religião, até mesmo o nosso relacionamento com Deus pode tornar-se um fardo. Ao invés de só querer estar com Ele, nós sentimos que devemos passar um tempo lendo Sua Palavra, nós devemos orar, nós devemos ir à igreja.. e a lista se vai.. Mas quando você e eu estamos desfrutando de um relacionamento íntimo com Deus, nós vemos as coisas de uma maneira diferente. Passar um tempo com Ele torna-se um privilégio — nós temos que ler a bíblia, nós temos que orar, e nós temos que ir à igreja!
Você Está Experimentando Liberdade?
Eu creio que há um mundo cheio de pessoas que estão vivendo debaixo da escravidão de regras e regulamentos da religião e que gostariam de ter uma amizade com Deus. Jesus pagou um alto preço para nos tornar justos perante a Deus e nos trazer para um relacionamento certo com Ele. Segundo Coríntios 5:21 diz, Em consideração a nós Ele fez Jesus se tornar pecado O qual não conhecia pecado, para que dentro e através dEle pudéssemos nos tornar (providenciado com, visto como estando em, e exemplos de)a justiça de Deus (o que devemos ser, aprovados e aceitos e em relacionamento certo com Ele, pela Sua bondade) .
Você e Eu devemos ser encorajados a focar em nosso relacionamento com o Senhor, não em coisas como quantos versículos da bíblia lemos ou se oramos o número “certo” de horas. Fomos salvos dos nossos pecados então podemos conhecer a Deus e ter comunhão com Ele. Deus quer que nós estejamos relaxados em Sua presença e sermos nós mesmos no relacionamento com Ele. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou... (Gálatas 5:1 NVI)
A escolha é sua: Você pode praticar Religião, esforçando-se em cumprir regras e regulamentos, ou você pode desfrutar de um relacionamento, experimentando intimidade com Deus. O Deus de toda a criação quer ser seu amigo—para conversar com você sobre qualquer coisa, dividir seus segredos, suas alegrias e suas lágrimas. Eu o encorajo a buscar a Ele para uma revelação pessoal do Seu amor para que você possa relaxar e desfrutar de um relacionamento de liberdade e intimidade com Ele—Começando hoje!
Joyce Meyer

terça-feira, 10 de maio de 2011

A VIDA PERDIDA DO CORAÇÃO





Qual é o estado de seu coração hoje? Que pergunta difícil e in¬cómoda! Se não pararmos para refletir sobre isso a tempo, podemos nos sentir esquisitos ou nervosos.
No meio da correria e dos anos de serviço, uma voz grita den¬tro nós: "Alguma coisa está faltando no meio de tudo isto. Há algo mais...". Você tem sede? Escute seu coração! Ouça-me: realmente falta alguma coisa na nossa corrida frenética. Você deseja experi¬mentar um amor maravilhoso, uma grande aventura. Você foi cria¬do para algo além. E sabe disso!
Abafamos essa voz de diversas formas: o serviço, o trabalho, a correria, o medo, o racional tomando conta de nós, os cuidados desta vida, ou ainda de outras maneiras. E, abafando a voz do cora¬ção, divorciamos nossa vida interior da exterior. Protegemo-nos mantendo certa distância das pessoas, até entre nós e nosso próprio coração, escondendo o agnosticismo prático que vivemos, já que separamos nossa vida interior da exterior. E essa separação é o cami¬nho para a morte.
"Acima de tudo, guarde o seu coração pois dele depende toda a sua vida" (Pv 4.23). Perder nosso coração é perder tudo. E essa perda descreve a maioria dos homens e mulheres de nossos dias. Não são apenas o vício, o caso, a depressão e a dor emocional que nos levam a essa perda! A correria, o ativismo e a compulsão, que não nos deixam parar, ditam uma triste realidade para a maioria de nós: estamos vivendo apenas para sobreviver. Debaixo de tudo isso, sentimo-nos inquietos, cansados e vulneráveis.
Desde cedo, a vida nos ensina que devemos ignorar nosso cora¬ção e não acreditar nele. Ignorando-o, começamos uma vida dupla. Na externa, criamos uma identidade que a maioria das pessoas co¬nhece, sem saber quem nós somos de verdade. Sob essa aparência, vivemos da fonte de responsabilidade e obrigações, respondemos às expectativas das pessoas ao nosso redor — "Eu preciso fazer isso" —, em vez de viver da fonte do desejo — "Eu quero fazer isso". A administração de nosso tempo toma o lugar de experimentar o mistério da vida. Somos ensinados a aceitar três passos para um casamento feliz, cinco formas de ter um retorno melhor dos nossos investimentos e sete hábitos para o sucesso.
A comunhão com Deus é substituída por atividades para ele. Se voltássemos a ouvir com sensibilidade, estaríamos mais atentos ao romance sagrado que nos chama através de nosso coração a cada momento. Sussurra para nós através do vento, convida-nos por meio do riso dos bons amigos, estende-se para nós pelo toque de alguém que nos ama.
O romance está presente até nos momentos de maior sofrimen¬to: a doença de uma criança, a falência de um casamento, a perda de um amigo. Temos saudade da intimidade, da formosura e da aventura. E esse profundo desejo é a parte mais poderosa de qual¬quer personalidade humana, o combustível da busca do significa¬do, de ser saudável, o sentido de estar verdadeiramente vivo. Não importa como descrevemos esse profundo anseio, ele é a coisa mais fundamental dentro de nós, o cerne do nosso coração, a paixão da nossa vida.
A voz que nos chama nesse lugar não é nenhuma outra, senão a de Deus. Perdemos a habilidade de ouvir a voz dele quando perdemos contato com nosso coração. A verdadeira história de cada um de nós não é a história que as pessoas vêem, a externa. E a jornada de nosso coração. É trágico para qualquer pessoa perder o contato com a vida do seu coração, isto é, a vida interior. Isso se torna mais triste ainda quando acontece conosco, que conhecemos a voz do Bom Pastor, Jesus de Nazaré.
Muitos de nós perderam o fogo do primeiro amor no turbilhão do serviço cristão e das tantas atividades que nos engolem e, assim, passaram a perder o romance. Começamos a sentir que nossa fé é apenas uma série de problemas a serem resolvidos, ou princípios a serem dominados, antes de podermos entrar na vida abundante que Jesus nos prometeu. Mudamos nossa vida espiritual para o mundo externo de atividades e, em nosso interior, ficamos desnor¬teados, levados pelas ondas passageiras.
Acima de tudo, a vida cristã é um romance do coração. Não pode ser administrada com passos e programas. Não pode ser vi¬vida exclusivamente como um código moral que leva à justiça. Res¬pondendo a um especialista em coisas religiosas que lhe perguntou como obter vida real, Jesus fez outra pergunta:
"O que está escrito na Lei?", respondeu Jesus. "Como você a lê?" Ele respondeu: 'Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu cora¬ção, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento' e 'Ame o seu próximo como a si mesmo' ". Disse Jesus: "Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá".
O que interessa a Deus é a nossa vida interior. Nosso coração é a chave para a vida cristã. Num dos maiores convites jamais ofere¬cidos ao homem, Jesus se colocou de pé, no meio da multidão, em Jerusalém, e clamou: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (Jo 7.37,38).
Se não atentarmos para a sede da nossa alma, seu convite não significará nada. Com o passar dos anos, achamos que ele não nos chama mais através da sede do coração. Como os gálatas, que Paulo repreendeu por terem se esquecido de como chegaram a Jesus, des¬cobrimos que alguma coisa, ou pessoa, nos seduziu para voltarmos à vida externa e à performance como o caminho da salvação.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Problema da Incredulidade e o Poder da Decisão




Êxodo 14:15-31 Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros. E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles. E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda. E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o SENHOR, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios. E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios. E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derrubou os egípcios no meio do mar, Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou. Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda. Assim o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E viu Israel a grande mão que o SENHOR mostrara aos egípcios; e temeu o povo ao SENHOR, e creu no SENHOR e em Moisés, seu servo.


Hoje, milhares de anos se passaram, e muitos de nós, nos dias atuais, não somos diferentes do povo de Israel que era escravo de Faraó no Egito, e quando digo que não somos diferentes, digo no que diz respeito às nossas dúvidas e incredulidade para com o nosso Deus.


É interessante observar que à medida que muitos cristãos vão avançando em sua caminhada com Cristo, ao invés de amadurecer e crescer na fé e no relacionamento com Deus, vão regredindo, e ao invés de sermos como crianças diante de Deus, Ou seja, ao invés de confiarmos de forma soberana e absoluta, acabamos sendo infantis. O que, com toda a certeza, nunca foi e jamais será a vontade de Deus.


“Um povo que se esqueceu de Deus e de seus feitos”


Quando digo que não somos muito diferentes do povo de Israel, e até mesmo dos apóstolos, quero dizer que um povo que viu Deus tirá-los da escravidão do Egito, através de sinais, prodígios e maravilhas, viram Deus derrotar seus inimigos diante de seus olhos, viram Deus conduzi-los pelo deserto, guiando através de uma coluna de fogo e uma nuvem, viram Deus suprindo suas necessidades, e também viram Deus abrir o mar para que pudessem passar com segurança.


Este mesmo povo que literalmente caminhou com Deus, viu seus milagres e maravilhas, logo depois, estavam murmurando, duvidando do amor e das promessas de Deus, cheios de incredulidade, adorando e se prostrando diante de imagens de outros deuses, estavam virando as costas para o seu Redentor e Libertador.


Com os apóstolos também não foi diferente, aqueles que caminharam lado a lado com Cristo diariamente, viram seus milagres e os grandes feitos que Cristo realizou: famintos sendo alimentados, cegos enxergando, paralíticos andando, mortos sendo ressuscitados, devolvendo a alegria e esperança a todos aqueles que necessitavam, porém, também foram os mesmos que o negaram, que viraram as costas para Cristo.


Mas por quê? Por que eles fizeram isto?
Simplesmente porque eles são seres humanos como nós, e conheciam a Deus superficialmente, e não intimamente. E a maior parte dos cristãos hoje em dia, inclusive nós mesmos somos exatamente assim a maioria das vezes. Não conhecemos a Deus na sua totalidade e intimidade, o nosso conceito de conhecer a Deus, é completamente distorcido da realidade, declaramos que conhecemos a Deus, mas se o próprio Deus nos perguntasse agora:


Você sabe do que eu gosto?
Você sabe o que me alegra ou me entristece?
Você sabe qual é a minha vontade e propósito para sua vida?


Com toda certeza não conseguiríamos responder com exatidão a estas perguntas.
Nós podemos dizer que realmente conhecemos nossa esposa, ou esposo, filhos, o caminho de casa para o trabalho, etc. Mas dizer que conhecemos a Deus, acho que não. E por isto não somos como Moisés que se envolveu com a glória de Deus, que literalmente se perdeu na nuvem da sua glória, pelo contrário, somos parecidos com o povo, que ficou como expectadores, lá em baixo no pé da montanha, ninguém quis mergulhar no rio da glória de Deus, porque ficar observando e esperando algo é muito mais cômodo do que subir a montanha, porém, isto gera superficialidade, e a superficialidade não gera intimidade, e sem intimidade é impossível conhecer a Deus em sua totalidade. E quando não conhecemos a Deus em sua totalidade, um simples copo de água vira uma baita tempestade. Não tem como conhecer a Deus sem ser íntimo dEle, sem sacrificar, sem subir a montanha..


“Subir a montanha”


Lembro-me de um fato bastante interessante em minha infância, e existem coisas que acontecem quando somos crianças tanto boas como ruins, que jamais esquecemos.


“O escorregador”, eu amava o escorregador, se pudesse eu ficava o dia todo brincando somente no escorregador, enquanto todos os outros brincavam em outros brinquedos, eu queria ficar no escorregador, até a minha bola de futebol, amiga inseparável, eu levava e colocava-a para descer no escorregador. A única coisa que eu não gostava, era ter que subir depois da descida... meu sonho era brincar em um escorregador gigante, que demorasse muito para descer e depois automaticamente ele te colocava no topo de novo.


Citei este fato porque que quem é que gosta de subir a montanha quando podemos apenas desce-la, ou simplesmente ficarmos parados. Subir a montanha requer sacrifício, e se queremos a glória de Deus teremos que subir a montanha...


Quando Moisés subiu a montanha, algo ficou nas entrelinhas, foi o seguinte: Se nós observarmos o Novo Testamento, por trás de cada cura e milagre de Jesus, ele muitas vezes finalizava declarando “Vai e não conte a ninguém” porém, isto parecia algo proposital, uma vez que Cristo sabia de todas as coisas inclusive conhecia muito bem o interior do ser humano, ele sabia exatamente o que iria acontecer quando declarasse, “não diga a ninguém”, era como se Deus provocasse, instigasse as pessoas a fazerem algo, saírem da condição passiva, do comodismo, e era exatamente o que acontecia.


O povo de Israel ficou no pé da montanha, somente observando, e eu creio que naquela época já existiam pessoa loucas o suficiente para dizer: “Sabe de uma coisa, eu vou ver o que está rolando no alto daquela montanha, o que tem acima daquelas nuvens, de onde vem estes raios...”


E nos dias atuais temos sido ensinados que a glória de Deus não custa nada, mas isso não é verdade, existe sim um preço a ser pago pela manifestação da glória de Deus. Eu não sei se poderia chamar isto exatamente de um preço a ser pago, ou poderia dizer que é uma condição, algo que Deus espera de nós e como conseqüência desta busca mais intensa pela Sua presença, vem a manifestação de Deus, pois, se estamos mais próximos Dele, Ele também estará próximo de nós, e onde está a presença de Deus, é impossível não acontecer nada. Porém, somos pessoas acomodadas, preguiçosas, queremos o melhor de forma simples, sem pagar algo significativo por isto.


Enquanto isto o Pai Celestial está lá, no alto da montanha, transbordando de amor por nós, desejando ter um relacionamento de Pai e filho conosco, um tipo de relacionamento que não provamos só pelo fato de sermos filhos, mas provamos algo diferente pelo fato de decidirmos ir além da maioria, fazemos um agrado, O surpreendemos com algo, embora seja difícil surpreendê-lo, não é impossível... e devemos sim, desejar surpreendê-lO.


“Uma vida cheia do Espírito”


Deus não é carne, embora Cristo tenha vindo em carne a este mundo, Ele é espírito. Deus é espírito, Cristo é espírito, o Espírito Santo é espírito, e nós temos que nos relacionar com ele também na dimensão espiritual. Se eu não tenho vida com Deus, se eu não me relaciono com Ele, também não posso conhecê-lO, e quanto mais eu corresponder com Ele, Ele corresponderá comigo, nosso relacionamento com Deus deve ser baseado em reciprocidade. Quanto mais eu me envolver com as coisas relacionadas a Deus, mais eu vou conhecê-lO, saber o que Ele deseja, o que Ele gosta, o que Ele espera de mim, etc.


Costumo fazer uma analogia entre meu relacionamento com Deus, e meu casamento. Quando eu conheci a Maria Alice, eu a conhecia superficialmente, não sabia exatamente do que ela gostava, que tipo de comida ela preferia, o que eu poderia fazer para agradá-la, enfim, à medida que o tempo foi passando e eu fui convivendo com ela, eu passei a conhecê-la de forma mais íntima e profunda, e, como conseqüência disto, passei a saber seus gostos e preferências.


E com Deus não é diferente, é impossível conhecê-lO sem orar, ler Sua Palavra, que é a Sua vontade revelada ao homem, adorar, louvar, jejuar, enfim coisas que fazem parte da vida cristã, e conseqüentemente sem isto, não viveremos uma vida cheia do Espírito... e isto é sair da zona de conforto e pagar um preço.


“O preço a ser pago”


Por natureza nós não valorizamos aquilo que não nos custa nada, nós acabamos desprezando e banalizando aquilo que vem fácil. E existe sim um preço a ser pago para desfrutar de uma comunhão íntima com Deus, nós nos relacionamos com Deus através do sacrifício de Cristo, através da cruz, e isto é gratuito, ou seja, temos acesso ao Pai gratuitamente através da fé, mas o preço a ser pago é não andar na normalidade como a maioria dos cristãos andam, é irmos além, vivermos além daquilo que a maioria vive, e eu acredito que mais de a metade dos cristãos espalhados pelo mundo, vive uma vida abaixo da média, uma vida superficial.


Nós não somos bobos, e sempre queremos o melhor de Deus, assim como no dia-a-dia, queremos boas roupas, boa comida, boa casa, bons carros, etc, queremos sempre aquilo que é melhor, e com Deus queremos provar da sua glória, dos seus milagres e maravilhas, da vida abundante que nos é prometida, e de fato a salvação é gratuita mediante a fé, mas não queremos pagar o devido preço pelas outras coisas, e com isto vivemos sempre nos justificando, mas, mas, mas, mas...


Um sério problema que temos é que não somos muito bons em reconhecer e admitirmos que as coisas não estão tão bem assim.


Damos valor a um monte de coisas: compromissos, reuniões, lazer, sono, comida, trabalho, etc. Enfim, existe uma série de coisas que temos dado valor, porém não o devido valor que elas merecem, e, conseqüentemente, não valorizamos mais o nosso Criador, não damos mais a Ele o devido valor, a honra da qual Ele merece, não O colocamos mais acima de todas as coisas, e depois nos questionamos porquê as coisas não vão bem. Aquele que nos criou e sabe exatamente como funcionamos nós não consultamos mais, e quando o fazemos, fazemos de forma superficial.


Porém, nem tudo está perdido, Deus é um Deus que nos ama, Ele ama a sua criação, e sempre nos dá uma oportunidade de consertar os erros do passado, e fazer aquilo que é correto.


Quando Cristo foi crucificado e morreu, os apóstolos e outros que o acompanhavam se mostraram quem realmente eles eram, porém, quando eles foram cheios do Espírito Santo, eles foram até as últimas conseqüências, ao ponto de entregar sua própria vida por Aquele que tinham negado. Eles receberam uma revelação no mais íntimo do seu ser sobre quem era Jesus Cristo e o que Ele podia fazer em suas vidas e na vida de outros, eles mesmos em meio às suas limitações, falhas e dificuldades, optaram por glorificar a Deus, honrá-lo acima de todas as coisas, não amar mais as suas próprias vidas até a morte, e colocá-lO acima de todas as coisas, valorizá-lO como Ele deveria ser valorizado.


Assim como os apóstolos, nós já temos o Espírito Santo, Cristo nos deu quando entregamos nossa vida a Ele, agora precisamos nos encher a cada dia mais através das nossas orações, jejum, leitura da Palavra, etc. Alimentar nosso homem espiritual. Nossa decisão e paixão por Ele não é algo somente espiritual, mas sim uma questão de opção e determinação, de forma racional, ou seja: uma questão de decisão.


Que nós possamos decidir...


Por: Eduardo Cristiano Sosinski

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O SERÃO DOS ANIMAIS




Caía a tarde na granja, o Sol com seus raios dardejantes rasgava o firmamento que sangrava, tingindo-o de vermelho. O cavalo há tempo descansado coçava o queixo na lasca do chiqueiro onde o porco de barriga cheia roncava como um porco. O burro chega do trabalho, rola no chão (é a maneira dos burros espreguiçarem), vai lamber um pouco de sal no cocho, donde pode ver a TV a cores do granjeiro, e o cavalo inicia o diálogo.

-- Muito trabalho, compadre burro?

-- Coisinha à toa. É o maldito progresso que não respeita nem o sítio. Veja lá a TV a cores. Que desperdício! A máquina faz tudo, somos cada vez mais expectadores.

-- Isto é bom, -- atalhou o cavalo, -- vai chegar o dia em que não faremos além de correr pelos prados.

-- Bem se percebe a estreiteza de sua cavalar sabedoria. Os donos das máquinas entre os humanóides, querem todos a seu serviço e quando não mais servem...

-- Que ocorre? -- interrompe o cavalo assustado.

-- Até pareces que não acompanhas o noticiário... o desemprego, nunca ouviu falar nesse fantasma?

-- Confesso nada entender do assunto.

-- Pois é, eu explico: quando a sede do lucro não quer produzir mais dividendos para a classe patronal, duas são as medidas: achatamento salarial e automatização que permita dispensar os trabalhadores.

-- Não vejo mal algum. Afinal é o preço do progresso.

-- Bem se vê que és pouco maduro nas questões sociais. Milhares de trabalhadores sem emprego significa outros milhares de mulheres sem pão, sem leite, sem moradia decente... e convulsão social, meu amigo. E como conseqüência imediata vêm os ladrões, os mendigos, as doenças, a morte...

-- Cruz credo, -- interjecta o cavalo, -- ainda bem que não nos atinge! Não acha grande burrice que os homens fazem?

-- Burrice não, -- corrigiu o burro, --"homisse", isso sim. Não esteja tão tranqüilo, pois o nosso destino é virar mortadela quando essa situação chegar às fazendas. Isso é muito mais desonroso, porque o primeiro rótulo eles põem obrigatoriamente "produto feito com carne de cavalo". Ora, não sou cavalo, depois sempre tem os vivaldinos que colocam sobre o rótulo o aviso "com carne de vaca". Não é humilhante?

-- E eu que pensava que enquanto houvesse capim pelos campos eu pudesse correr livremente por eles...

-- Infelizmente, você não está só nesse pensamento. Há muita gente boa pensando assim e só se apercebam disso quando estão virando mortadela.

Houve silêncio entre os dois. O burro assumiu ares de filósofo. O cavalo apreensivo perguntou.

-- Mas... e os cristãos que aos domingos eu levo de charrete até a igreja? Eles vão cantando, nem parecem preocupados com este assunto.

-- Esse é o mal, -- lembrou o burro, -- há várias espécies deles: espiritualistas autênticos, coniventes e indiferentes, além de muitos outros.

-- Confesso que fiquei na mesma, -- afirmou o cavalo.

-- Os espiritualistas fazem jejuns e orações a favor dos oprimidos, mas nem sequer pagam salários às empregadas domésticas e muito menos lhes concedem o direito de um descanso semanal remunerado. Os autênticos também jejuam e oram, mas procuram identificar-se com os oprimidos, por isso, muitos acabam crucificados como seu Mestre, ou marginalizados dentro da própria igreja. Os esquerdistas acusam os direitistas e vice-versa. Quando não lhes conseguem colocar uma mordaça, fazem ouvidos moucos e eles continuam como jumento a zurrar nos ouvidos do profeta. Os coniventes procuram tirar proveito da situação e manter a posição social, tendo sempre alguns foguetes de reserva para soltar ao vencedor. Os indiferentes são como você. Não se preocupam enquanto houver o pasto. Ia me esquecendo... há também os festivos. Esses fazem manifestos e mandam telegramas às autoridades constituídas. Dizem-se solidários com os favelados, mas nunca pregaram uma tábua num barraco, são amigos dos índios, mas nunca enviaram a eles um quilo de semente. Existem outras espécies como aqueles que só fazem denúncias.

-- Pelo visto são poucos os chamados "cristãos", -- suspirou desesperançado o cavalo.

-- É, sempre foram poucos, meu caro! Do dilúvio sobraram oito, de destruição de Sodoma e Gomorra restaram três, dos espias de Jericó ficaram dois. O próprio Cristo escolheu doze apóstolos e um o traiu.

O cavalo quedou-se preocupado como quem procura uma saída num jogo de xadrez. Enquanto isso, concentrava-se no vídeo.

-- Mas domingo quando voltávamos da igreja ouvi dizer que os metodistas vão chegar a 100 mil...

-- Silêncio, -- disse o burro. -- Vai começar outra novela.

Bispo Scilla Franco

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escravos Por Amor

Conta-se que dois jovens morávios souberam que numa ilha no leste da Índia havia três mil escravos pertencentes a um ateu britânico. Sem permissão de irem para lá como missionários, eles decidiram vender a si mesmos como escravos e usar o dinheiro para pagarem as passagens para a ilha. No dia da partida, as suas famílias e os seus amigos estavam reunidos no porto, sabendo que, após a sua partida, jamais os veriam novamente. Indagados sobre a razão que os levava a uma decisão tão extrema assim, eles permaneceram calados. No entanto, quando o barco estava se afastando, os dois rapazes gritaram: “Que através das nossas vidas o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa pelo Seu sacrifício!” (Fonte: site da Editora Ultimato; texto de Enedina Sacramento)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...


Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bispo Paulo Lockmann desabafa sobre situação no Rio




Chove forte desde a madrugada desta sexta-feira, 14/01, na região serrana do Rio de Janeiro. É o terceiro dia consecutivo de precipitação na localidade. Em Nova Friburgo, a chuva é mais branda. O mau tempo dificulta o trabalho de resgate das vítimas que ainda estão ilhadas.
Em depoimento à comunidade metodista o bispo Paulo Lockmann desabafou: “Vivendo um dos mais difíceis momentos de nossa vida ministerial, é que compartilho a dor do nosso povo. Seguimos contando mortos e desabrigados”.
De acordo com ele, as igrejas que permanecem de pé na Região Serrana do Rio de Janeiro estão abrigando diversas famílias em suas dependências. “Precisamos de tudo: água, alimentos e roupas, para diminuir o sofrimento dos desabrigados”.
Segundo Lockmann, os números são ainda incertos, mas dois bairros em Teresópolis praticamente desapareceram: Calembe e Posse. “Em Nova Friburgo a situação não é diferente, e em Petrópolis perdemos a casa do pastor Neliel em Cuiabá. Ele e a família estão bem, mas morreram 40 membros dessa igreja, além das outras 100 pessoas do bairro de Cuiabá”.
De acordo com a Defesa Civil dos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, as equipes de bombeiros permanecem fazendo o resgate. Muitas pessoas estão sofrendo com a falta de alimentos em casa. Ainda há alguns supermercados funcionando, mas para evitar o tumulto, os clientes estão sendo atendidos em grupos pequenos.
Metodistas estão entre os atingidos.
Até o fechamento da edição deste boletim, o número de pessoas mortas já ultrapassava as 500. A situação ainda é caótica e muito triste para a vida dos moradores que sobreviveram e familiares e amigos de vítimas da tragédia. “Temos aqui uma situação muito difícil. Ainda há pessoas que estão desaparecidas e outras que nem foram resgatadas”, informou o pastor Paulo Rangel, que está atendendo os desabrigados na Igreja de Nova Friburgo.
“Aqui nós também estamos funcionando como abrigo para aquelas pessoas que não sabem para onde ir. Temos duas famílias conosco”, contou Rangel.
Entre as vítimas da enchente, está um casal de idosos que congregava na Igreja Metodista em Cuiabá, bairro do município de Petrópolis. Segundo o Pr. Élson Amaral Brum, superintendente do Distrito de Petrópolis, a situação na região serrana é terrível. Pessoas desabrigadas caminham pelas ruas em busca de ajuda. 70% dos membros da Igreja em Cuiabá tiveram suas moradias atingidas. Segundo o Pr. Élson, parte do templo foi invadida pelas águas da chuva.
A Igreja Metodista Central de Teresópolis também está funcionando como abrigo. “Estamos com 100 pessoas neste momento aqui, que estão sendo atendidas por psicólogos, médicos e outros voluntários”, disse a secretária da igreja, Hermínia Farnum.
Na tarde desta sexta-feira, a Sede Nacional da Igreja Metodista aqui no Brasil, bem como outras regiões e a Sede da Inglaterra se uniram em oração pelas vítimas das enchentes da região Sudeste do país.
“Acabo de voltar da nossa pausa para orar em favor das pessoas afetadas pelas enchentes no Brasil, no Paquistão, Sri Lanka, Colombia, Venezuela e Australia”, informou o Rev. Tom Quenet, Secretário de Missões para América Latina e Caribe da Igreja Metodista da Inglaterra.
Os irmãos da Sede Nacional devem continuar em oração nos próximos dias.
Veja alguns motivos para interceder também:
1. Que as chuvas cessem (hoje o trabalho de resgate ficou prejudicado porque não para de chover).
2. Que venha o consolo do Espírito Santo sobre os enlutados.
3. Que as equipes de busca tenham perícia para lidar com a situação.
Como ajudar?