
“Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti… o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.” (Sl 84.4-6).
O Vale de Baca, também chamado Vale das Balsameiras, Vale de Lágrimas e Vale Árido, era a rota obrigatória para os israelitas nas suas peregrinações a Jerusalém, e tornou-se um símbolo das tribulações que enfrentamos nesta nossa peregrinação terrena, a caminho da Jerusalém celestial.
A pergunta é: O que fazer no vale de Baca?
Cavar poços. No livro de Gêneses, Cap. 26.18 – Isaque cavou poços, os mesmos que seu pai Abraão tinha cavado e foram entupidos pelos filisteus. Os servos de Isaque acharam água viva, água boa para se beber.
Cavar poços é um ato de sobrevivência. Os peregrinos orientais, quando passam por regiões áridas, sem água, cavam poços e, deste modo, conseguem água para si e para os seus animais. Cavar poços também é a sua parte. É você que tem o dever de cavar poços e não Deus. A sua missão é fazer do deserto um manancial. É cavar uma cisterna onde a água vai ser reservada para suprir a sua vida e de todos os seus.

Espere pela chuva.... Esta é a parte de Deus.
“… de bênção o cobre a primeira chuva.” (Salmo 84.6). Isto estabelece uma distinção muito importante para todas estas considerações: os poços que cavamos no Vale de Baca geralmente são do tipo reservatório. Nós os cavamos, mas eles só se encherão quando Deus fizer chover. Tais poços não se enchem de baixo para cima, mas de cima para baixo. Nós fazemos a nossa parte, Deus faz a dEle. Cavar poços, abrir reservatórios é um meio; não um fim. A bênção não está no meio, no reservatório, mas no Deus dos meios que enche o reservatório com Seu conforto, com Sua paz, com Sua alegria, com Sua salvação, com Seu poder, com Sua presença.
Trazer a chuva é promessa dEle. Faça a sua parte e Ele fará a dEle.
Pr. Miguel Angelo
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