
“Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hb 12.15).
Parece que pela graça de Deus, a despeito de todas as dores, José foi capaz de manter o coração livre de amarguras, incredulidade, ódio, inveja e medo. Conseguiu permanecer notavelmente liberto dos traços de amargura e pode se tornar uma pessoa frutífera para a glória de Deus. Não permitiu que o espinho do passado demorasse a sair de dentro dele. Podia recordar as experiências infelizes, porém não demonstrou emoções negativas. Como obteve sucesso? Qual era o segredo? O que podemos aprender com a sua vida e com outras passagens das Escrituras que nos capacitam na solução de amarguras que porventura estejamos remoendo dentro de nós? José utilizou-se de várias PREVENÇÕES BÍBLICAS contra a amargura e você também poderá empregá-las, senão, vejamos:
1. José não duvidou do amor e da soberania de Deus (Gn 50.20). Muito antes de o apóstolo Paulo escrever Romanos 8.28, José praticou-o. Estava firmemente convencido de que Deus decreta e governa e não permitiria que nada acontecesse a ele que destruísse o seu potencial ou atrapalhasse o plano do Senhor para a sua vida.
2. José não remoia as suas mágoas. Alguém já disse: “Escreva as ofensas na areia, e os favores na rocha”. Não há registro de que José rememorasse o que lhe ocorrera de negativo. Deixara todas aquelas situações irem embora. José escolheu não remoê-las. Até mesmo colocou o nome de Manassés em seu filho primogênito que literalmente significa: “Fazendo-me esquecer dos meus sofrimentos na casa de meus pais”.
3. José não permitiu que o ressentimento criasse raízes. A mágoa é o início da amargura. Se a gente não lidar rapidamente com a ferida, ela pode facilmente fincar raízes e criar todos os tipos de problemas a nós e aos outros. Leia o que está em Hebreus 12.15.
4. José não se mostrou vingativo. Uma das reações mais naturais e imediatas ao sermos afligidos é o desejo de vingança. Tornamo-nos amargos e defensivos. Portanto, cresce a obsessão com o pensamento de revanchismo. Se todos nós vivêssemos na base de “Olho por olho” o mundo inteiro estaria cego.
5. José não permitiu que o passado afetasse o seu futuro. As antigas ofensas não se tornaram obstáculos. Ao invés disso, José utilizou-as como degraus. José sabia que a volta constante ao passado seria uma força destrutiva. Não havia nada que pudesse fazer para modificar o que acontecera, então optou por viver no presente ao invés de desperdiçar energia com o que já passara.
6. José abençoou os que o magoaram; pelo menos em quatro ocasiões (Gn 30.11; 42.25; 43.23-25 e 44.1). José não permanecia na defensiva nem simplesmente ficava neutro. José assumia a ofensiva. Criativamente, vislumbrava maneiras de ministrar aqueles que o ofendiam. O perdão, às vezes, vem vagarosamente e de forma difícil. Contudo o perdão verdadeiro vem do agradecimento a Deus pelas lições aprendidas durante a dor e procura o beneficio do ofensor.
7. José perdoara contínua e decisivamente. Eis porque José permanecia notavelmente livre de qualquer traço de amargura.
Pr. João Arantes Costa
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