
A mera implantação do programa não garante o êxito, que somente é conseguido através de compromisso missionário das pessoas, liderança competente, visão e fé.
Os resultados alcançados até aqui indicam que os pequenos grupos estão se consolidando como uma importante contribuição para o cumprimento da missão e preparo da igreja para seus últimos dias na Terra, e seus dias de glória no Céu. Aliado aos expressivos resultados, um otimismo tem tomado conta das igrejas que vivem a experiência, tornando sua recomendação altamente necessária e convincente; principalmente considerando-se as mudanças sociais por que o mundo está passando.
Por outro lado, algumas perguntas importantes estão surgindo e necessitam de respostas sinceras: Trarão os pequenos grupos mudanças significativas e definitivas para a igreja? Teremos, enfim, a igreja dos sonhos? Resistirão os pequenos grupos à fase de empolgação inicial e realmente serão consolidados como um método revolucionário de conquista de conversos? Contribuirão eles para o reavivamento e fortalecimento da igreja nos últimos dias? Tornar-se-ão um estilo de vida eclesiástica?
O sucesso dos pequenos grupos depende de dois fatores básicos. O primeiro está diretamente relacionado ao seu gerenciamento; e esse depende da visão, da paixão e da disponibilidade das pessoas que lideram a igreja local. A mera implantação dos pequenos grupos não garante o sucesso. Não é como um programa de computador que dá as mesmas respostas em qualquer aparelho compatível. Os pequenos grupos dependem de pessoas, de liderança, de visão e de fé. Isso não seria uma deficiência, mas a condição de sua qualidade.
Os pequenos grupos têm sido implantados em centenas de igrejas e o resultado é diferente, porque as igrejas são diferentes. As diferenças não são mera questão de circunstância, mas aparecem por duas razões: 1) As igrejas têm características diferentes que precisam ser respeitadas. 2) Os princípios de implantação e funcionamento de pequenos grupos precisam ser seguidos. Não podemos confundir princípios com conceitos ou estratégias. O princípio é universal e não muda; aplica-se aos pequenos grupos de qualquer região ou país. Os conceitos são idéias gerais e parciais que podem ser alteradas. E as estratégias são formas de atividades de aplicação local e específica. Os pequenos grupos se movimentam através de princípios que, de acordo com os conceitos aplicados, utilizam-se de determinadas estratégias.
A verificação se os princípios, conceitos e estratégias estão sendo bem aplicados é feita através dos resultados. Embora não possamos esperar precisão matemática, podemos esperar uma considerável diferença, por melhor, nas igrejas que vivem em pequenos grupos. Se eles foram implantados e nenhuma mudança ocorreu, a vida e os indicadores da igreja permanecem inalterados, então alguma coisa precisa ser revista, antes de responsabilizar ou comprometer a credibilidade do projeto. Não podemos dizer que o modelo dos pequenos grupos não funciona porque em algum lugar não deu certo. Caso eles não tenham se desenvolvido como deveriam, ou os resultados tenham sido aquém do esperado, certamente houve falhas, mas não significa que não servem para determinada igreja por serem incompatíveis com suas características. Quando isso ameaça acontecer, faz-se necessário rever o processo. Verificar se os princípios foram seguidos, se os conceitos estão ajustados, se a estratégia utilizada foi adequada, se os passos de implantação foram corretamente seguidos, se houve assistência eficaz, se as condições foram preenchidas com competência, amor e fé.
Os pequenos grupos se desenvolvem como processo e se estabelecem como um sistema. Sua evolução passa por um reavivamento espiritual que promove o envolvimento dos membros nas práticas evangelísticas, o que resulta em batismos e redução da apostasia. Passa pelo surgimento de uma consciência coletiva quanto à sua importância para a vida dos membros, da família e da igreja. Quando isso acontece, podemos dizer que a implantação do projeto foi um sucesso. A igreja não apenas tem pequenos grupos, ela está em pequenos grupos, vive em pequenos grupos. Então podemos dizer que pequenos grupos são um estilo de vida.
Embora muitas igrejas estejam operando em pequenos grupos, é necessário considerar as diferenças nos resultados numéricos e qualitativos. Na maioria delas, os membros estão felizes e satisfeitos. Mas há igrejas que não tiveram alterados seus indicativos tais como batismos, apostasia, reavivamento, dízimos e ofertas. O que teria ocasionado essa diferença de resposta? Por que algumas igrejas com pequenos grupos não “decolaram”? Por que outras abortaram o processo? Espera-se que uma idéia divina sempre dê certo e atinja objetivos extraordinários.
O aspecto espiritual inclui uma vida de oração e de consagração dos seus líderes. A conseqüência é uma igreja reavivada. Desenvolvimento espiritual e crescimento numérico devem caminhar juntos nos pequenos grupos. Nem uma só coisa, nem só outra; mas ambas, e ao mesmo tempo. Os pequenos grupos não podem ser transformados em um braço mecânico do trabalho missionário, sob pena de causar grande frustração. Igrejas que os implantam com a única finalidade de ampliar o número de batismos podem acabar se perdendo no processo.
Um pragmatismo urgente poderia sugerir que os pequenos grupos não perdessem tempo buscando reavivamento; que deveriam ser formados para atuar imediata, direta e exclusivamente no evangelismo. Entretanto, não podemos desconsiderar o fato de que, não é possível haver reavivamento sem a conseqüente transformação de vidas. E não há transformação de vidas sem que nasça, concomitantemente, o fervor missionário. Está demonstrado historicamente que sempre que ocorreu algum reavivamento, em qualquer época e lugar, houve paralelamente grandes resultados evangelísticos.
Para o cumprimento da ordem evangélica: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”, Jesus garantiu a provisão de poder (Mar. 16:15; Atos 1:8). Os discípulos entenderam que a condição para pregar o evangelho era o cumprimento dessa promessa de Cristo. Voltaram para Jerusalém e, unidos, buscaram ardentemente o poder prometido (Atos 1:12-14). Tiraram do meio deles toda diferença e discórdia, estavam do mesmo parecer, então ocorreu o inevitável: Deus derramou sobre eles o poder do Espírito Santo (Atos 2:1-4). Foi mais do que uma emoção comovente; foi a habilitação definitiva para a pregação do evangelho. Logo após receberem a unção do Espírito, saíram para pregar. E não surpreende que “quase três mil pessoas” se converteram em um só sermão (Atos 2:37-41).
É o poder do Espírito Santo que nos dá a garantia de êxito na pregação do evangelho. Cristo nos desafia e promete: “pedi, e dar-se-vos-á” (Lucas 11:9). Os recursos, as técnicas, bons métodos podem nos auxiliar, mas o que fará mesmo a diferença é o poder do Espírito Santo na vida do crente, do pequeno grupo e da igreja. Se a igreja dos nossos sonhos é parecida com a igreja apostólica, então devemos procurar imitá-la. Devemos orar como os primeiros cristãos oraram, buscar o poder como eles buscaram e trabalhar como eles trabalharam. Se assim fizermos, certamente, logo receberemos o mesmo poder que eles receberam e concluiremos a obra que eles iniciaram. Temos um modelo na Bíblia, temos orientações inspiradas, sabemos como fazer. Cabe-nos tomar a decisão de ser. Ser a igreja dos nossos sonhos é ser como era a igreja apostólica.
Revista Ministério - Novembro/Dezembro 2003
AS MENSAGENS TEM SIDO EDIFICANTES E ME ENSINADO A MUDAR E REPENSAR ALGUMAS ATITUDES.
ResponderExcluirMUITO BOA ESTA DO PONTO FINAL,PQ MUITAS DEVEMOS IMPEDIMOS DA BENÇÃO VIR,POR CAUSA DE MÁGOAS PASSADAS.
VALEU QUERIDO!
DEUS CONTINUE TE USANDO PODEROSAMENTE..
PAZ!