terça-feira, 26 de abril de 2011

O Problema da Incredulidade e o Poder da Decisão




Êxodo 14:15-31 Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros. E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles. E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda. E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o SENHOR, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios. E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios. E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derrubou os egípcios no meio do mar, Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou. Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda. Assim o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E viu Israel a grande mão que o SENHOR mostrara aos egípcios; e temeu o povo ao SENHOR, e creu no SENHOR e em Moisés, seu servo.


Hoje, milhares de anos se passaram, e muitos de nós, nos dias atuais, não somos diferentes do povo de Israel que era escravo de Faraó no Egito, e quando digo que não somos diferentes, digo no que diz respeito às nossas dúvidas e incredulidade para com o nosso Deus.


É interessante observar que à medida que muitos cristãos vão avançando em sua caminhada com Cristo, ao invés de amadurecer e crescer na fé e no relacionamento com Deus, vão regredindo, e ao invés de sermos como crianças diante de Deus, Ou seja, ao invés de confiarmos de forma soberana e absoluta, acabamos sendo infantis. O que, com toda a certeza, nunca foi e jamais será a vontade de Deus.


“Um povo que se esqueceu de Deus e de seus feitos”


Quando digo que não somos muito diferentes do povo de Israel, e até mesmo dos apóstolos, quero dizer que um povo que viu Deus tirá-los da escravidão do Egito, através de sinais, prodígios e maravilhas, viram Deus derrotar seus inimigos diante de seus olhos, viram Deus conduzi-los pelo deserto, guiando através de uma coluna de fogo e uma nuvem, viram Deus suprindo suas necessidades, e também viram Deus abrir o mar para que pudessem passar com segurança.


Este mesmo povo que literalmente caminhou com Deus, viu seus milagres e maravilhas, logo depois, estavam murmurando, duvidando do amor e das promessas de Deus, cheios de incredulidade, adorando e se prostrando diante de imagens de outros deuses, estavam virando as costas para o seu Redentor e Libertador.


Com os apóstolos também não foi diferente, aqueles que caminharam lado a lado com Cristo diariamente, viram seus milagres e os grandes feitos que Cristo realizou: famintos sendo alimentados, cegos enxergando, paralíticos andando, mortos sendo ressuscitados, devolvendo a alegria e esperança a todos aqueles que necessitavam, porém, também foram os mesmos que o negaram, que viraram as costas para Cristo.


Mas por quê? Por que eles fizeram isto?
Simplesmente porque eles são seres humanos como nós, e conheciam a Deus superficialmente, e não intimamente. E a maior parte dos cristãos hoje em dia, inclusive nós mesmos somos exatamente assim a maioria das vezes. Não conhecemos a Deus na sua totalidade e intimidade, o nosso conceito de conhecer a Deus, é completamente distorcido da realidade, declaramos que conhecemos a Deus, mas se o próprio Deus nos perguntasse agora:


Você sabe do que eu gosto?
Você sabe o que me alegra ou me entristece?
Você sabe qual é a minha vontade e propósito para sua vida?


Com toda certeza não conseguiríamos responder com exatidão a estas perguntas.
Nós podemos dizer que realmente conhecemos nossa esposa, ou esposo, filhos, o caminho de casa para o trabalho, etc. Mas dizer que conhecemos a Deus, acho que não. E por isto não somos como Moisés que se envolveu com a glória de Deus, que literalmente se perdeu na nuvem da sua glória, pelo contrário, somos parecidos com o povo, que ficou como expectadores, lá em baixo no pé da montanha, ninguém quis mergulhar no rio da glória de Deus, porque ficar observando e esperando algo é muito mais cômodo do que subir a montanha, porém, isto gera superficialidade, e a superficialidade não gera intimidade, e sem intimidade é impossível conhecer a Deus em sua totalidade. E quando não conhecemos a Deus em sua totalidade, um simples copo de água vira uma baita tempestade. Não tem como conhecer a Deus sem ser íntimo dEle, sem sacrificar, sem subir a montanha..


“Subir a montanha”


Lembro-me de um fato bastante interessante em minha infância, e existem coisas que acontecem quando somos crianças tanto boas como ruins, que jamais esquecemos.


“O escorregador”, eu amava o escorregador, se pudesse eu ficava o dia todo brincando somente no escorregador, enquanto todos os outros brincavam em outros brinquedos, eu queria ficar no escorregador, até a minha bola de futebol, amiga inseparável, eu levava e colocava-a para descer no escorregador. A única coisa que eu não gostava, era ter que subir depois da descida... meu sonho era brincar em um escorregador gigante, que demorasse muito para descer e depois automaticamente ele te colocava no topo de novo.


Citei este fato porque que quem é que gosta de subir a montanha quando podemos apenas desce-la, ou simplesmente ficarmos parados. Subir a montanha requer sacrifício, e se queremos a glória de Deus teremos que subir a montanha...


Quando Moisés subiu a montanha, algo ficou nas entrelinhas, foi o seguinte: Se nós observarmos o Novo Testamento, por trás de cada cura e milagre de Jesus, ele muitas vezes finalizava declarando “Vai e não conte a ninguém” porém, isto parecia algo proposital, uma vez que Cristo sabia de todas as coisas inclusive conhecia muito bem o interior do ser humano, ele sabia exatamente o que iria acontecer quando declarasse, “não diga a ninguém”, era como se Deus provocasse, instigasse as pessoas a fazerem algo, saírem da condição passiva, do comodismo, e era exatamente o que acontecia.


O povo de Israel ficou no pé da montanha, somente observando, e eu creio que naquela época já existiam pessoa loucas o suficiente para dizer: “Sabe de uma coisa, eu vou ver o que está rolando no alto daquela montanha, o que tem acima daquelas nuvens, de onde vem estes raios...”


E nos dias atuais temos sido ensinados que a glória de Deus não custa nada, mas isso não é verdade, existe sim um preço a ser pago pela manifestação da glória de Deus. Eu não sei se poderia chamar isto exatamente de um preço a ser pago, ou poderia dizer que é uma condição, algo que Deus espera de nós e como conseqüência desta busca mais intensa pela Sua presença, vem a manifestação de Deus, pois, se estamos mais próximos Dele, Ele também estará próximo de nós, e onde está a presença de Deus, é impossível não acontecer nada. Porém, somos pessoas acomodadas, preguiçosas, queremos o melhor de forma simples, sem pagar algo significativo por isto.


Enquanto isto o Pai Celestial está lá, no alto da montanha, transbordando de amor por nós, desejando ter um relacionamento de Pai e filho conosco, um tipo de relacionamento que não provamos só pelo fato de sermos filhos, mas provamos algo diferente pelo fato de decidirmos ir além da maioria, fazemos um agrado, O surpreendemos com algo, embora seja difícil surpreendê-lo, não é impossível... e devemos sim, desejar surpreendê-lO.


“Uma vida cheia do Espírito”


Deus não é carne, embora Cristo tenha vindo em carne a este mundo, Ele é espírito. Deus é espírito, Cristo é espírito, o Espírito Santo é espírito, e nós temos que nos relacionar com ele também na dimensão espiritual. Se eu não tenho vida com Deus, se eu não me relaciono com Ele, também não posso conhecê-lO, e quanto mais eu corresponder com Ele, Ele corresponderá comigo, nosso relacionamento com Deus deve ser baseado em reciprocidade. Quanto mais eu me envolver com as coisas relacionadas a Deus, mais eu vou conhecê-lO, saber o que Ele deseja, o que Ele gosta, o que Ele espera de mim, etc.


Costumo fazer uma analogia entre meu relacionamento com Deus, e meu casamento. Quando eu conheci a Maria Alice, eu a conhecia superficialmente, não sabia exatamente do que ela gostava, que tipo de comida ela preferia, o que eu poderia fazer para agradá-la, enfim, à medida que o tempo foi passando e eu fui convivendo com ela, eu passei a conhecê-la de forma mais íntima e profunda, e, como conseqüência disto, passei a saber seus gostos e preferências.


E com Deus não é diferente, é impossível conhecê-lO sem orar, ler Sua Palavra, que é a Sua vontade revelada ao homem, adorar, louvar, jejuar, enfim coisas que fazem parte da vida cristã, e conseqüentemente sem isto, não viveremos uma vida cheia do Espírito... e isto é sair da zona de conforto e pagar um preço.


“O preço a ser pago”


Por natureza nós não valorizamos aquilo que não nos custa nada, nós acabamos desprezando e banalizando aquilo que vem fácil. E existe sim um preço a ser pago para desfrutar de uma comunhão íntima com Deus, nós nos relacionamos com Deus através do sacrifício de Cristo, através da cruz, e isto é gratuito, ou seja, temos acesso ao Pai gratuitamente através da fé, mas o preço a ser pago é não andar na normalidade como a maioria dos cristãos andam, é irmos além, vivermos além daquilo que a maioria vive, e eu acredito que mais de a metade dos cristãos espalhados pelo mundo, vive uma vida abaixo da média, uma vida superficial.


Nós não somos bobos, e sempre queremos o melhor de Deus, assim como no dia-a-dia, queremos boas roupas, boa comida, boa casa, bons carros, etc, queremos sempre aquilo que é melhor, e com Deus queremos provar da sua glória, dos seus milagres e maravilhas, da vida abundante que nos é prometida, e de fato a salvação é gratuita mediante a fé, mas não queremos pagar o devido preço pelas outras coisas, e com isto vivemos sempre nos justificando, mas, mas, mas, mas...


Um sério problema que temos é que não somos muito bons em reconhecer e admitirmos que as coisas não estão tão bem assim.


Damos valor a um monte de coisas: compromissos, reuniões, lazer, sono, comida, trabalho, etc. Enfim, existe uma série de coisas que temos dado valor, porém não o devido valor que elas merecem, e, conseqüentemente, não valorizamos mais o nosso Criador, não damos mais a Ele o devido valor, a honra da qual Ele merece, não O colocamos mais acima de todas as coisas, e depois nos questionamos porquê as coisas não vão bem. Aquele que nos criou e sabe exatamente como funcionamos nós não consultamos mais, e quando o fazemos, fazemos de forma superficial.


Porém, nem tudo está perdido, Deus é um Deus que nos ama, Ele ama a sua criação, e sempre nos dá uma oportunidade de consertar os erros do passado, e fazer aquilo que é correto.


Quando Cristo foi crucificado e morreu, os apóstolos e outros que o acompanhavam se mostraram quem realmente eles eram, porém, quando eles foram cheios do Espírito Santo, eles foram até as últimas conseqüências, ao ponto de entregar sua própria vida por Aquele que tinham negado. Eles receberam uma revelação no mais íntimo do seu ser sobre quem era Jesus Cristo e o que Ele podia fazer em suas vidas e na vida de outros, eles mesmos em meio às suas limitações, falhas e dificuldades, optaram por glorificar a Deus, honrá-lo acima de todas as coisas, não amar mais as suas próprias vidas até a morte, e colocá-lO acima de todas as coisas, valorizá-lO como Ele deveria ser valorizado.


Assim como os apóstolos, nós já temos o Espírito Santo, Cristo nos deu quando entregamos nossa vida a Ele, agora precisamos nos encher a cada dia mais através das nossas orações, jejum, leitura da Palavra, etc. Alimentar nosso homem espiritual. Nossa decisão e paixão por Ele não é algo somente espiritual, mas sim uma questão de opção e determinação, de forma racional, ou seja: uma questão de decisão.


Que nós possamos decidir...


Por: Eduardo Cristiano Sosinski

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O SERÃO DOS ANIMAIS




Caía a tarde na granja, o Sol com seus raios dardejantes rasgava o firmamento que sangrava, tingindo-o de vermelho. O cavalo há tempo descansado coçava o queixo na lasca do chiqueiro onde o porco de barriga cheia roncava como um porco. O burro chega do trabalho, rola no chão (é a maneira dos burros espreguiçarem), vai lamber um pouco de sal no cocho, donde pode ver a TV a cores do granjeiro, e o cavalo inicia o diálogo.

-- Muito trabalho, compadre burro?

-- Coisinha à toa. É o maldito progresso que não respeita nem o sítio. Veja lá a TV a cores. Que desperdício! A máquina faz tudo, somos cada vez mais expectadores.

-- Isto é bom, -- atalhou o cavalo, -- vai chegar o dia em que não faremos além de correr pelos prados.

-- Bem se percebe a estreiteza de sua cavalar sabedoria. Os donos das máquinas entre os humanóides, querem todos a seu serviço e quando não mais servem...

-- Que ocorre? -- interrompe o cavalo assustado.

-- Até pareces que não acompanhas o noticiário... o desemprego, nunca ouviu falar nesse fantasma?

-- Confesso nada entender do assunto.

-- Pois é, eu explico: quando a sede do lucro não quer produzir mais dividendos para a classe patronal, duas são as medidas: achatamento salarial e automatização que permita dispensar os trabalhadores.

-- Não vejo mal algum. Afinal é o preço do progresso.

-- Bem se vê que és pouco maduro nas questões sociais. Milhares de trabalhadores sem emprego significa outros milhares de mulheres sem pão, sem leite, sem moradia decente... e convulsão social, meu amigo. E como conseqüência imediata vêm os ladrões, os mendigos, as doenças, a morte...

-- Cruz credo, -- interjecta o cavalo, -- ainda bem que não nos atinge! Não acha grande burrice que os homens fazem?

-- Burrice não, -- corrigiu o burro, --"homisse", isso sim. Não esteja tão tranqüilo, pois o nosso destino é virar mortadela quando essa situação chegar às fazendas. Isso é muito mais desonroso, porque o primeiro rótulo eles põem obrigatoriamente "produto feito com carne de cavalo". Ora, não sou cavalo, depois sempre tem os vivaldinos que colocam sobre o rótulo o aviso "com carne de vaca". Não é humilhante?

-- E eu que pensava que enquanto houvesse capim pelos campos eu pudesse correr livremente por eles...

-- Infelizmente, você não está só nesse pensamento. Há muita gente boa pensando assim e só se apercebam disso quando estão virando mortadela.

Houve silêncio entre os dois. O burro assumiu ares de filósofo. O cavalo apreensivo perguntou.

-- Mas... e os cristãos que aos domingos eu levo de charrete até a igreja? Eles vão cantando, nem parecem preocupados com este assunto.

-- Esse é o mal, -- lembrou o burro, -- há várias espécies deles: espiritualistas autênticos, coniventes e indiferentes, além de muitos outros.

-- Confesso que fiquei na mesma, -- afirmou o cavalo.

-- Os espiritualistas fazem jejuns e orações a favor dos oprimidos, mas nem sequer pagam salários às empregadas domésticas e muito menos lhes concedem o direito de um descanso semanal remunerado. Os autênticos também jejuam e oram, mas procuram identificar-se com os oprimidos, por isso, muitos acabam crucificados como seu Mestre, ou marginalizados dentro da própria igreja. Os esquerdistas acusam os direitistas e vice-versa. Quando não lhes conseguem colocar uma mordaça, fazem ouvidos moucos e eles continuam como jumento a zurrar nos ouvidos do profeta. Os coniventes procuram tirar proveito da situação e manter a posição social, tendo sempre alguns foguetes de reserva para soltar ao vencedor. Os indiferentes são como você. Não se preocupam enquanto houver o pasto. Ia me esquecendo... há também os festivos. Esses fazem manifestos e mandam telegramas às autoridades constituídas. Dizem-se solidários com os favelados, mas nunca pregaram uma tábua num barraco, são amigos dos índios, mas nunca enviaram a eles um quilo de semente. Existem outras espécies como aqueles que só fazem denúncias.

-- Pelo visto são poucos os chamados "cristãos", -- suspirou desesperançado o cavalo.

-- É, sempre foram poucos, meu caro! Do dilúvio sobraram oito, de destruição de Sodoma e Gomorra restaram três, dos espias de Jericó ficaram dois. O próprio Cristo escolheu doze apóstolos e um o traiu.

O cavalo quedou-se preocupado como quem procura uma saída num jogo de xadrez. Enquanto isso, concentrava-se no vídeo.

-- Mas domingo quando voltávamos da igreja ouvi dizer que os metodistas vão chegar a 100 mil...

-- Silêncio, -- disse o burro. -- Vai começar outra novela.

Bispo Scilla Franco

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escravos Por Amor

Conta-se que dois jovens morávios souberam que numa ilha no leste da Índia havia três mil escravos pertencentes a um ateu britânico. Sem permissão de irem para lá como missionários, eles decidiram vender a si mesmos como escravos e usar o dinheiro para pagarem as passagens para a ilha. No dia da partida, as suas famílias e os seus amigos estavam reunidos no porto, sabendo que, após a sua partida, jamais os veriam novamente. Indagados sobre a razão que os levava a uma decisão tão extrema assim, eles permaneceram calados. No entanto, quando o barco estava se afastando, os dois rapazes gritaram: “Que através das nossas vidas o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa pelo Seu sacrifício!” (Fonte: site da Editora Ultimato; texto de Enedina Sacramento)