sábado, 27 de novembro de 2010

A IGREJA NÃO É UMA BRINCADEIRA DE FAZ-DE-CONTA



1 Coríntios 3.1-3 e 1 Coríntios 13.11
As crianças gostam de brincar de faz-de-conta: faz-de-conta que eu sou o médico, você a enfermeira e você é o paciente. Esse tipo de coisa funciona muito bem entre as crianças. Quando eles cansam de brincar de médico e paciente, passam a brincar de bombeiros. A vida infantil é mesmo o prazer pelo faz-de-conta.
O drama é continuar brincando de faz-de-conta sendo que a vida é mais real do que imaginamos.
As crianças evangélicas também gostam de brincar de igreja de faz-de-conta, mas assim que crescem, aprendem que a igreja não uma brincadeira de faz-de-conta.

I – JESUS NÃO EDIFICOU UMA IGREJA DE FAZ-DE-CONTA
1. A coisa é muita mais séria do que podemos imaginar. A igreja foi colocada em um mundo real, problemático e de muitas incertezas.
2. A igreja foi colocada para ser a última chance de resgate para o mundo perdido. Não é pouco para a igreja a tarefa que lhe é imposta.
3. Jesus não estava brincando de igreja, e nem seus discípulos eram personagens de uma fantasia. Jesus trabalhou o real, pois o inferno que se apresentava era também real.
4. O inferno que não é de faz-de-conta luta contra a igreja; o inferno real luta sabendo que a vitória é da igreja. Não que a igreja seja alguma por si mesma, mas por que a igreja é Daquele que a edificou e a sua vitória é a Dele.
5. A igreja é real e deveria valorizar o que ela mesma é: corpo de Cristo (Ef 4.12); povo peculiar (Tt 2.14); rebanho de Deus (1 Pd 5.2). Apenas para citar algumas figuras.
6. Por saber que a igreja é real, cada crente deve fazer parte dela consciente das próprias obrigações e privilégios.

II – JESUS NÃO ATRIBUIU OBRIGAÇÕES DE FAZ-DE-CONTA À IGREJA
1. Sendo a igreja real, as obrigações que ela deve cumprir também são reais.
2. Cristo não estava brincando quando mandou que os discípulos ficassem em Jerusalém para ser dinamizados. Discípulos medrosos, acanhados e sem poder, não levariam a resultado aquilo que Cristo lhes propunha.
3. O poder para a igreja não é uma opção; não é dada à igreja a possibilidade de ter poder ou não; poder é obrigação em face da dificuldade da tarefa.
4. Igreja sem poder é igreja sem Cristo; igreja sem Cristo é apenas uma associação de amigos que se suportam. E amigos que se suportam, são inimigos que esperam ocasião.
5. Tendo edificado a igreja e lhe prometido poder, desde que não se ausentasse de Jerusalém, Jesus cumpriu o que lhe prometera (At 2.1ss).
6. O poder conferido à igreja não foi para levantar nela uma classe de super-apóstolos, aeroapóstolos ou qualquer outra designação, mas levantar crentes capacitados para toda boa obra.
7. O poder da igreja anda junto com a missão: “ser-me-eis testemunhas”. A igreja deve ser testemunha do que Cristo fez por ela. Não é um testemunho faz-de-conta, mas um testemunho que pode ser efetivado através do seu próprio martírio. Não a morte da igreja, mas a morte de muitos que dela fazem parte.
8. A igreja é de verdade, porque o seu Senhor é de verdade; a missão é de verdade, pois o Cristo de verdade a comissionou.
9. Todo crente precisa saber: vida cristã de faz-de-conta é coisa que o diabo põe na cabeça daqueles que ainda não sabem por que faz parte da igreja.

III – JESUS NÃO FAZ-DE-CONTA QUE VIRÁ BUSCAR A SUA IGREJA

1. A igreja, que é coisa real, verdadeira, proclamadora, mas também contempladora, espera com ansiedade o cumprimento das outras palavras de Jesus.
2. Jesus deu para a igreja, na pessoa dos seus discípulos, a certeza de que Ele a levaria para Si.
3. Jesus era um homem sério; Ele não tinha tempo para gastar com coisas de somenos importância. Jesus não jogava conversa fora; Ele não discutia sobre coisas que tanto faz como tanto fez. Quando Ele diz que é, é mesmo; e, se disser que não é, não é mesmo.
4. A igreja espera o cumprimento da palavra dita por Jesus aos discípulos: “Voltarei e os receberei para mim mesmo”. Jesus não disse isso para animar crentes de corações desiludidos. Jesus disse a crentes que sabiam em quem criam.
5. Quando Jesus voltar para buscar a sua igreja, os crentes faz-de-conta correm o risco de não ter mais tempo de sair da brincadeira para o real.
6. Crentes faz-de-conta são como Ananias e Safira que pensavam que podiam enganar o Espírito Santo.
7. Crentes faz-de-conta pensam como Simão, que achava que as coisas de Deus podem ser compradas por dinheiro (At 8.14-25).
8. Por último, crentes faz-de-conta, levam a vida cristã na brincadeira, pensando que tudo não passa de um faz-de-conta. Crente faz-de-conta não consegue entender o que foi dito à igreja em Filadélfia: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11).

CONCLUSÃO
Será muito bom quando pararmos de pensar que tudo é apenas uma brincadeira; que quando cansarmos de brincar, é hora de guardar tudo em uma caixa e voltar para brincar amanhã.
Mas para parar de pensar que tudo não passa de brincadeira é preciso dizer como Paulo: “Quando eu era menino agia assim e assim, mas quando deixei de ser menino, deixei também as meninices” (1 Co 13.11-Livre).
Que Deus nos ajude a crescer em graça e conhecimento Dele.
Amém.

Pr. Eli da Rocha Silva

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Agindo como Servo




“Tudo quanto fizerdes, fazei de todo coração, como para o Senhor, e não para homens”
Cl 3.23
“Faça todo o bem que puder, com todos os recursos que dispuser, de todas as formas que puder, em todos os lugares que puder, sempre que puder, a todas as pessoas que puder, enquanto puder”. (John Wesley)

Sempre que servimos aos outros, servimos a Deus.
A grandeza para o mundo é definida em termos de poder, posses, prestígio e posição. Na atualidade e com uma cultura egoísta ser servo não é muito apreciado.
Para Jesus a grandeza se mede pelo serviço e não pelo domínio (Mc 10.42 e 43). Você
será considerado grande quando serve e não quando é servido. A liderança é cobiçada por muitos, mas o servir por poucos.
Estão prontos para servir
Semelhante ao soldado que está a disposição de seu capitão, o servo deve estar pronto a
servir a Deus e ao próximo 2Tm 2.4
Estão atentos para as necessidades
A atenção do verdadeiro servo está sempre voltada para as necessidades dos outros. Ao
surgir uma oportunidade, o servo age imediatamente para auxiliar alguém ou executar uma tarefa.
Fazem o melhor que podem com o que têm nas mãos
Os verdadeiros servos fazem o que precisa ser feito. Não esperam por melhores dias ou
circunstâncias. Deus espera que você faça o que puder, com o que você tiver e onde estiver. Um serviço executado, ainda que não seja o melhor, será sempre melhor que as melhores das intenções. A mentalidade de que para servir a Deus é preciso especialidade, tem impedido muitas pessoas de servirem.
Fazem qualquer tarefa com dedicação
Os servos devem colocar o coração em tudo que fazem. Ainda que seja uma pequena
tarefa, a questão é: ela precisa ser feita.
Ainda que você alcance uma posição de destaque, não deve se esquecer que é um servo.
Deus jamais vai deixar você fora de pequenas tarefas.
São fiéis ao seu ministério
Os verdadeiros servos terminam as tarefas, são responsáveis e cumprem compromissos.
Não fazem nada pela metade e são confiáveis, dignos de crédito.
É triste saber que muitas pessoas se comprometem com tarefas e não cumprem. Por isso a necessidade de improvisos. O falar do crente deve ser sim – sim, não – não (Mt 5.37;Tg 5.12).
É servindo a Deus nas pequenas coisas que seremos engrandecidos para realizar as
maiores. Deus recompensa o servo que permanece fiel em seu ministério (Lc 16.10; Mt 25.23). O verdadeiro servo não se aposenta. Serve por toda a vida.

Extraído: Uma vida com propósitos
Rick Warrem