terça-feira, 30 de março de 2010

Páscoa X Coelhos e Ovos – por Davi de Souza



Infelizmente, porém, essa data na maioria das vezes é lembrada pelas famílias, inclusive cristãs, apenas pela distribuição de coelhos e ovos de chocolate, ou porque desconhecem o seu verdadeiro significado bíblico, ou porque preferem fazer-se de “inocentes”, a fim de evitarem maiores conflitos com os filhos, amigos ou familiares, que sempre insistem em dizer: “não há nenhum problema…”; “são apenas símbolos inocentes…”; “afinal de contas, todos praticam desta forma…”.
Na tentativa de “cristianizar” uma prática que nada tem a ver com o verdadeiro sentido bíblico da festa da Páscoa, instituída pelo próprio Deus, muitos artifícios são utilizados para deturpar verdades simples de Sua palavra. Alguns até “espiritualizam”, dizendo que o coelho, devido à sua grande fecundidade, simboliza a Igreja, que recebeu de Deus a capacidade de gerar muitos discípulos. Vale lembrar que no Antigo Testamento bíblico, o coelho era tido como animal impuro. Ao seu lado, dizem eles, vem o ovo que é símbolo de ressurreição, pois contém vida dentro de si que apenas aguarda o momento de ser revelada, fazendo alusão ao sepulcro de Cristo. Assim, o ovo de chocolate é lembrado como o túmulo que se abriu para a ressurreição de Cristo. As pinturas em cores brilhantes que acompanham as embalagens dos ovos de chocolate representariam a luz solar. Que engano!
Mas, como surgiram esses símbolos? Historiadores retratam o surgimento do coelho como símbolo a partir de festividades praticadas anualmente pelos egípcios no início da primavera, que utilizavam o animal como representação de nascimento e nova vida. Ao longo da história observamos que o coelho passou a ocupar o status de símbolo máximo na festa da Páscoa, em detrimento daquele que deveria estar no centro das atenções, Jesus Cristo, o CORDEIRO de Deus. Já os ovos começaram a ser dados como presentes pelos persas e egípcios. Os primeiros acreditavam que a terra teria saído de um ovo gigante, e os egípcios costumavam tingir os ovos com cores primaveris, acreditando que isso transmitiria boa sorte. Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos especificamente na Páscoa. Mais tarde, a própria Igreja Romana foi introduzindo outros elementos simbólicos que nada tinham a ver com as origens bíblicas da celebração da Páscoa (Ex: Velas, que passou a significar “Cristo, a luz dos povos”).
A leitura do livro de Êxodo, capítulo 12, no Antigo Testamento nos mostra a verdadeira origem e significado dessa festa tão importante no calendário judaico e cristão. Depois de o povo de Israel passar mais de quatrocentos anos de escravidão no Egito, Deus decidiu libertá-lo. Para isso suscitou um libertador, Moisés, que transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Como faraó rejeitou a ordem de Deus, este enviou sobre a terra do Egito dez pragas, a fim de quebrantar-lhe o coração. Chegou a hora da décima e última praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma alternativa senão a de lançar fora os israelitas. Deus enviou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “(…)todos os primogênitos, desde homens até animais(…)” (Ex 12.12).
Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem específica ao seu povo; a obediência a essa ordem traria proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo; famílias menores poderiam repartir um único cordeiro entre si (12.4). O mais importante viria a seguir: Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser aspergido nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor fosse enviado àquela terra, ele apenas “passaria por cima” das casas marcadas com o sangue, sem tocar mortalmente nos primogênitos. Daí o termo Páscoa, do hebraico “pesah”, que significa “passar ou saltar por cima”, “pular além da marca” ou “poupar”. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação da morte. Deus ordenou o sinal do sangue para mostrar profeticamente ao seu povo o que aconteceria centenas de anos mais tarde, quando Jesus derramaria o seu sangue na cruz do calvário para libertar o mundo do poder do pecado.
Naquela noite específica, além de marcar as casas com o sangue, os israelitas deveriam também comer ervas amargas e pães asmos (sem fermento). As ervas amargas representariam os anos de sofrimento que o povo havia passado no Egito, enquanto que o pão asmo representava o próprio Jesus, o pão vivo que haveria de descer do céu (Jo. 6.48,51,58) sem o fermento do pecado. Além disso, os israelitas deveriam estar vestidos e preparados para partir apressadamente (12.11), pois esta seria a noite de sua libertação da escravidão do Egito. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera (12.29-36) e a partir daí, o povo de Israel passou a celebrar a Páscoa como uma festa perpétua, um memorial, todos os anos na primavera.
O fato de Jesus, muitos anos mais tarde, ter morrido exatamente durante a celebração da festa da Páscoa não aconteceu apenas por coincidência, mas para cumprir um propósito profético de Deus. Jesus foi o nosso “Cordeiro Pascal”, enviado por Deus para tirar o pecado do mundo (Jo. 1:29). Não podemos, portanto, denegrir a importância de tão grande sacrifício, cujo sangue precioso foi aspergido, não nas portas de algumas casas, mas nos nossos corações, possibilitando-nos desfrutar de uma vida abundante, longe da escravidão do Egito (mundo) e da tirania de faraó (Satanás).
Mas, como agir com nossos filhos, que estão inseridos numa cultura que quase sempre valoriza apenas o imediato? Como podemos nos posicionar contra um valor, muitas vezes alimentado pela nossa sociedade, que não tem nada a ver com os valores cristãos?
Amados, se temos a consciência de que ovos e coelhos de chocolate nada têm a ver com a celebração da Páscoa, como homens e mulheres de Deus temos que nos posicionar incutindo a verdade nos corações dos nossos filhos. É claro que precisamos agir com sabedoria perante os familiares que não conhecem a Palavra de Deus, que em momentos assim presenteiam os nossos filhos, com a melhor das intenções. Outro lugar onde a pressão é grande sobre os nossos filhos é na escola, através dos amigos e até mesmo dos professores. Sendo assim, se necessário for, dê a eles uma barra de chocolate para que saciem sua vontade. Uma coisa é ganharmos algo dado com carinho por alguém que não possui o entendimento bíblico e outra é nós mesmos nos tornarmos cúmplices e propagadores de uma mentira como se fosse verdade (Is. 5.20,21), vivendo uma vida de faz-de-conta!
É muito importante que os nossos filhos entendam desde pequenos que nós temos feito uma opção de não viver uma vida apenas de “aparências” perante nossos familiares e amigos e que esse estilo de vida tem um preço. É hora de assumirmos nosso papel de pais não deixando escapar cada oportunidade. É hora de ensiná-los que a mentira dos “ovos de chocolate e dos coelhos felpudos” de páscoa, tão difundida pela mídia consumista e materialista, precisa ser combatida por todos aqueles que não desejam negociar o inegociável, nem baixar os seus padrões bíblicos.
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Davi de Sousa é pastor da Comunidade Nova Aliança em Londrina/PR desde 1998 e um dos integrantes da Equipe Apostólica do MFI-Brasil. É casado com Mônica e tem 3 filhos: Pedro, Ana e André

segunda-feira, 15 de março de 2010

Manasses e Efraim


(Há mensagens que é sempre bom repitir)...


“José ao primogênito chamou de Manassés... Ao segundo chamou-lhe Efraim”. Gn 41. 51a,52a



José era um dos doze filhos de Jacó. Por causa do tratamento diferenciado que o pai dava a ele, despertou ciúmes em seus irmãos. Certo dia seus irmãos tramaram matar José, mas Rúbem intercedeu por ele e quando ia passando uma caravana dos ismaelitas para o Egito, resolveram vender José como escravo.

Já no Egito, foi comprado por Potifar, oficial de faraó, no qual trabalhou em sua casa. Na casa de Potifar foi acusado injustamente de possuir a sua esposa e foi lançado na prisão. Na prisão, José foi bem sucedido mas ficou esquecido por muitos anos. Foi chamado pelo Faraó para revelar um sonho e foi posto como o segundo homem mais importante do Egito. Deus cumpre o sonho que havia revelado a José quando ainda era um adolescente.

José foi o personagem que viveu com intensidade os extremos em sua vida. Era amado e foi odiado, era livre e foi preso, era esquecido e foi exaltado. José reuniu todas as coisas para fazer dele um homem problemático, cheio de traumas, revoltas, justificativas para não crescer.

Porém, José revela o seu interior quando coloca os nomes em seus filhos. O primeiro se chama Manassés, que quer dizer: “Deus me fez superar as dores” – Aleluia!!! José está dizendo que era um homem curado. O seu passado não dirigia o seu futuro. Deus fez ele esquecer da injustiça de seus irmãos, de Potifar, do carcereiro e tantas outras. José não era um “cara problemático”. Ao segundo filho José chamou de Efraim, que quer dizer: “Deus me fez prosperar”. José foi bem sucedido na terra da aflição – Egito – e se tornou o segundo homem mais importante.

Meus amados, creio que todos nós precisamos ter um Manassés em nossa vida - Deus me fez superar as dores. Ninguém pode passar por esta vida sem enfrentar dores e injustiças. Ninguém passa ileso. E precisamos ter um Efraim – prosperar. Quero dizer a você que quando superamos o passado, prosperamos, porque nada mais nos impede.

Manassés e Efraim é o meu desejo para você.





Pr. Miguel Angelo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Dayse Osborn, Mulher Notável

Daisy Washburn Osborn serviu como Presidente e Chefe Executiva do Ministério Internacional OSBORN, uma organização Missionária Internacional Cristã com escritório central em Tulsa, Oklahoma, EUA.
Dedicada em seguir o propósito de Deus em sua vida, Daisy se consagrou para a Sua obra através do ministério de evangelismo mundial o qual ela compartilhou com o seu marido, T. L. Osborn por mais de 50 anos.
Daisy sempre olhou para Deus como sua fonte e para Cristo como seu exemplo. Ela descobriu verdades Bíblicas que inspirou e motivou dezenas de milhares a encontrar neles aqueles dons especiais e talentos que, quando conectado com o projeto perfeito de Deus, produz os frutos de realização, auto-estima e felicidade.
Encorajou mulheres e homens a participar ativamente da Grande Comissão dada por Jesus para todos os crentes. Sua mensagem ajudou pessoas a descobrir que em Cristo existe total igualdade; que cada crente verdadeiro compartilha o mesmo relacionamento com Cristo, a mesma identidade com Ele, o mesmo ministério, o mesmo chamado, a mesma unção – independentemente do sexo, raça ou cor. Em suas capacidades variadas.
Autora de cinco livros principais e numerosos livretos, ministério na rádio, preletora nacional e internacional de conferências e seminários, mulher de negócios, bisavó, avó, mãe, ganhadora de almas, mestre, esposa e embaixatriz mundial para Cristo. Por mais de cinco décadas de atividade ministerial em mais de 70 nações, além de seu papel administrativo, diplomático e comercial nas organizações mundial de evangelismos, distinguiu-a entre as mulheres mais experientes e que mais se despontavam na Igreja.